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ICIEG debate “Novas Formas de Liderança para mais participação das mulheres e uma democracia mais participativa” 06 Novembro 2017

Com o lema “Novas Formas de Liderança para mais participação das mulheres e uma democracia mais participativa”, o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e a Equidade de Género (ICIEG), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realiza, a partir desta segunda-feira, prolongando-se até o dia 08 deste mês, um workshop na Cidade da Praia, contando com a participação de vários representantes de organizações políticas e sociais. A cerimónia será co-presidida pela Presidente do ICIEG, Rosana Almeida, e pela Coordenadora do Sistema das Nações Unidas e Representante do PNUD em Cabo Verde, Ulrika Richardson.

ICIEG  debate “Novas Formas de Liderança para mais participação das mulheres e uma democracia mais participativa”

Em comunicado, diz o ICIEG) que este workshop visa fortalecer as capacidades das associações partidárias, partidos políticos, associações de cariz político e de decisão, de forma a contribuir para uma maior qualidade de intervenção e desempenho das referidas organizações - além de melhorar a interacção com a sociedade cabo-verdiana.

“A promoção da participação política igualitária entre os sexos é um imperativo de desenvolvimento e o fortalecimento das lideranças associativas e partidárias, constituindo assim, um caminho para o alcance desse objectivo tão importante para qualquer país”, anuncia a nossa fonte.

É de recordar que nas Eleições Legislativas de 20 de Março de 2016, das 91 candidatas efectivas nas listas concorrentes (do universo de 298 candidatos), 17 foram eleitas, representando uma proporção de 23,6% de mulheres no Parlamento, ficando “muito aquém” de atingir a meta de participação política das mulheres, estabelecida pelos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) em 30%. Isto em clara desvantagem em relação a outros países do continente africano, como é o caso do Senegal, que tem uma proporção de mulheres no parlamento na ordem dos 42,7%. Já a Ruanda lidera com com 61,3% das mulheres no parlamento.

Para uma das fontes do ICIEG, a construção de uma nova sociedade implica o desafio de criar novas formas de relação e de resolver as contradições em que a luta das mulheres poderia se converter em uma causa direccionada ao combate contra a desigualdade e a opressão. “Aliás, em uma perspectiva de género, a democracia política tem a ver com a presença das mulheres nas estruturas formais e na formulação de políticas públicas. Se os cidadãos têm direitos e obrigações, então deveriam ser considerados providos de género”, recomenda. CL

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