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ICIEG solicita ao IEFP a Integração da disciplina sobre Igualdade de género no Currículo da Formação Profissional 20 Outubro 2017

O Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e a Equidade de Género (ICIEG) e o Instituto de Emprego e Formação Profissional assinam um protocolo de colaboração que visa fazer a integração da Disciplina de Igualdade e Equidade de Género no Currículo da Formação Profissional do IEFP. A cerimónia acontece na manhã desta sexta-feira, 20, no Centro de Formação Profissional da Praia, e vai ser testemunhada pela presidente do ICIEG, Rosana Almeida, e pelo Presidente do IEFP, Paulo Santos.

ICIEG solicita ao IEFP a Integração da disciplina sobre Igualdade de género no Currículo da Formação Profissional

Conforme as fontes deste jornal, este acordo pretende ainda criar uma nova forma de relacionamento entre as duas instituições, que têm como preocupação comum o empoderamento económico das mulheres e dos homens de Cabo Verde.

“O protocolo busca também uma maior complementaridade na orientação e inserção profissional de mulheres e na autonomia financeira das mesmas. Para que essa ambição se materialize as duas instituições almejam uma maior sinergia na implementação das politicas activas de emprego, nomeadamente formação profissional, estágios profissionais, promoção de empreendedorismo e auto-emprego, assistência técnica, entre outras”, informa fontes do ICIEG.

Ainda de acordo com as nossas fontes, a formação profissional tem um peso importante na qualificação e empoderamento dos jovens e adultos no país, sendo que os dados do INECV apontam que em 2014 cerca de 70% de jovens com formação profissional se encontravam empregados.

De destacar que, segundo o último inquérito sobre o emprego, realizado pelo INECV em 2016, dá conta de que a taxa de desemprego dos jovens de faixa etária entre 20 e 24 anos foi de 38,1%, enquanto a faixa dos 25 a 29 anos atingiu os 19,3% em 2015.

“Entretanto, o aumento do desemprego é mais expressivo entre as mulheres (de 11,2% para 17,4%) e nos meios urbanos (de 14,2% para 16,9%) ”.

Recorde-se que várias Organizações não governamentais (ONG´s) defendem que Cabo Verde precisa ser um país onde a responsabilidade, a igualdade de género e a autonomia das mulheres perpassam por todos e todas, quer a nível de intervenções pessoais, quer a nível da previsão orçamental ou da identificação de estratégias.

“A igualdade de género é uma questão de desenvolvimento e da erradicação da pobreza, e é preciso vê-la de uma forma menos amorosa e emocional”.

Celso Lobo

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