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Isolamento da Brava: Ilha vai ficar quatro dias sem ligação marítima por mau tempo 21 Janeiro 2018

O navio a motor de cargas e passageiros “Kriola”, que saiu da Brava desde quinta-feira, 18, só retoma a ligação com a mesma no dia 23, deixando a ilha cinco dias aproximadamente sem ligação e com prejuízos para operadores económicos e emigrantes em férias. Tudo devido à falta de segurança para navegabilidade por causa do mar agitado que se regista neste momento naquela rota que conecta as duas ilhas mais a sul de Cabo Verde com o resto do país.

Isolamento da Brava:  Ilha vai ficar quatro dias sem ligação marítima por mau tempo

Em comunicado, a Companhia de Navegação Cabo Verde Fast Ferry dá conta que o navio Kriola só retoma as viagens a partir da Brava na próxima terça-feira, 23. Já o Praia D’Aguada fará uma viagem à ilha, esta segunda-feira.

Embora justificada pelo mau estado do mar, a situação deixa a Brava por mais de quatro dias consecutivos sem ligação marítima. Um facto que coloca o desafio de se ter meios alternativos para assegurar o transporte de cargas e de passageiros de e para a ilha, tida como a mais isolada do arquipélago.

Conforme os críticos, escusado será dizer o impacto negativo que esta suspensão das viagens terá para a região Fogo e Brava e o resto do país. É que, segundo lembram, as consequências da carência de transportes marítimos e aéreos são sentidas pelos operadores económicos, que estão de “mãos atadas”, no tocante à resolução deste e outros constrangimentos para garantir o melhor funcionamento do comércio e turismo. Isto sem contar com o problema de atraso no regresso de emigrantes aos países de acolhimento, da sustentabilidade da economia da ilha e de situações de emergência que exigem evacuação de bravenses de e para a cidade idade da Praia ou São Filipe do Fogo.

“Esta situação abala cada vez mais a confiança na ilha e no seu futuro, em matéria do fomento do turismo e investimentos em diversos sectores de desenvolvimento, que são cruciais para a promoção do emprego e melhoria gradual das condições de vida das gentes da Brava”, desabafa o cidadão Viriato, um emigrante da ilha radicado nos EUA, ouvido por este jornal.

Celso Lobo

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