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Ilha do Sal: Munícipes e peixeiras consideram mercado de peixe nos Espargos uma vergonha para a ilha 05 Outubro 2017

Um grupo de munícipes e peixeiras, na ilha do Sal, considera que o mercado de peixe nos Espargos “é uma vergonha” para a ilha e consumidores e reivindica um mercado municipal também nesta urbe, à semelhança de Santa Maria.

Ilha do Sal: Munícipes e peixeiras consideram mercado de peixe nos Espargos uma vergonha para a ilha

Estes comentários vêm a propósito da proibição de venda de peixe em carrinhos de mão no centro da cidade e noutras localidades, medida que, entretanto, as pessoas em apreço entendem ser correcta, mas defendem que antes devia-se criar condições no mercado para acolher as inúmeras peixeiras e vendedores de peixe locais.

A Inforpress constatou durante uma reportagem ao referido espaço, que houve alguma restauração, nomeadamente a nível do pavimento, colocação de mais seis bancadas em alumínio para exposição do pescado – ainda sem ligação à rede de esgotos –, mas as pessoas entendem que essas melhorias não são suficientes para dar resposta às necessidades.

“Não é só refrescar as paredes de cor azul ou o chão para dar um ar de graça e enganar os olhos. Este mercado já não serve. É velho. Carece de restauração profunda ou construção mesmo de um outro de raiz”, exteriorizou, Nela peixeira, reclamando que proíbe-se a venda na rua, duas ou três peixeiras estão no mercado, enquanto outras continuam a sua venda ambulante, dada a falta de condições no espaço.

Contrariadas com a situação, já que obrigadas a instalar-se na praça do jeito que está, as peixeiras reclamam por uma vedação com rede em volta às bancadas para afastar enchente de moscas no pescado bem como balanças, máquina ou arcas para conservação do gelo.

“Não é só tirar-nos da rua. É criar condições para que possamos ter também o nosso ganha-pão com dignidade. Isso que é trabalhar para melhorar as condições e qualidade de vida das pessoas, das populações…?” questionou outra peixeira.

Uma dona de casa que passava no local, opunha-se também à situação do mercado de peixe referindo-se que “está patente” a falta de condições de higiene no que respeita à exposição e tratamento do pescado, bem como a falta de equipamentos funcionais.

“Realmente este mercado é uma vergonha. Já é tempo de Espargos ter um mercado em condições. Essa população merece”, exteriorizou.

“Nenhum dos governos, a nível autárquico, se preocupou em recuperar o mercado de peixe, muito menos ainda pensar na construção de um mercado municipal, de raiz. E está na cara que também a câmara de Júlio, com visão de “mercadinhos”… não tem isso nos seus planos. E o povo é que sofre”, lamenta Deolinda Monteiro, enquanto munícipe, dona de casa e consumidor.

A construção de um mercado de peixe novo para a cidade de Espargos é uma reivindicação antiga dos comerciantes e usuários já que é um espaço aberto, pequeno, sujeito às moscas e outros insectos, cães vadios e sarnentos, e por outro lado fica afastado de zonas de circulação de pessoas.

Segundo as vendedeiras essa situação obriga-as a sair para vender peixe em carrinhos de mão, sujeitas a perseguição dos fiscais, enquanto outros saem nos carros a buzinar nos arredores para chamar os clientes.

A esse propósito, a Inforpress tentou contactar a câmara para reagir, mas sem sucesso ainda.

Recentemente, a vereadora responsável por este pelouro, Carla Carvalhal afirmara que por questões de segurança alimentar, a câmara não vai permitir venda de peixe e carne na rua e que haverá sanções em casos de incumprimento das regras. Fonte: Inforpress

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