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Indicador de confiança mantém estável em Cabo Verde, mas pessoas não arriscam fazer negócios 15 Maio 2017

O indicador de confiança no consumidor, no primeiro trimestre 2017, manteve o nível do trimestre anterior, situando abaixo da média da série. Este variável evoluiu positivamente em ralação ao idêntico período do ano transacto, mas os cabo-verdianos dizem ser difícil fazer poupança e negócios neste momento no país. Estes são os dados mais recentes do inquérito de Conjuntura no Consumidor, apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INECV).

O indicador de confiança no consumidor estagnou-se, evoluindo positivamente em relação ao trimestre homólogo. Este resultado, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas de Cabo Verde (INECV), deveu-se à apreciação positiva sobre a situação financeira das famílias, situação económica e o desemprego no país, para os próximos 12 meses, relativamente ao trimestre homólogo.

Situação presente e passado

O mesmo relatório indica que no 1º trimestre 2017, tanto a situação económica das famílias como a situação económica do país, evoluíram negativamente, em relação ao ultimo trimestre de 2016. Segundo os inquiridos pelo INECV, tanto os preços de bens e serviços como o desemprego no país, diminuíram face ao periodo homólogo.

Menos poupança e esperança

No tocante à poupança, cerca de 82% dos inquiridos, consideraram que, com a situação económica actual do país, não será possível poupar dinheiro, mantendo a percepção em relação ao trimestre homólogo. Entretanto, 12% dos inquiridos afirmam ser possível poupar algum dinheiro com a actual situação económica do país, sendo que, no trimestre homólogo era de cerca de 10,5%.

O Inquérito de Conjuntura no Consumidor aponta, no entanto, que para os próximos 12 meses, tanto a situação financeira das famílias como a situação económica deverão evoluir positivamente face ao mesmo período do ano 2016. Segundo as famílias inquiridas, os preços de bens e serviços, bem como o desemprego deverão diminuir-se quando comparado com o trimestre homólogo.

Suspensão de negócios

Ainda, segundo a mesma fonte, a maioria dos inquiridos afirma que não tem a certeza absoluta de comprar carro, casa ou de construir habitação, ou seja, cerca de 97% dos inquiridos afirmam ter a certeza absoluta que não tencionam comprar um carro nos próximos dois anos.

Já relativamente à intenção de comprar ou construir uma casa nos próximos dois anos, também a maioria dos inquiridos (87%) é de opinião de que não irá comprar, nem construir uma casa, contra 91% registado no período homólogo.

Celso Lobo

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