ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Índice Ibrahim : Cabo Verde desce um lugar no índice da boa governação e entra para o grupo de países com “sinais de alerta 21 Novembro 2017

Dos países de língua portuguesa, Cabo Verde continua a ser o melhor colocado no Índice anual de Boa Governação Africana 2017 (IIAG), ocupando, em 2017, a quarta posição. Ainda assim, desceu um lugar face ao ano passado, tendo entrado para o grupo de países com “sinais de alerta”.São Tomé e Príncipe manteve-se no 11º lugar. Segue-se Moçambique na 23ª posição e a Guiné-Bissau na 43ª. A Fundação Mo Ibrahim divulgou, esta segunda-feira, 20, os resultados do seu Índice anual de Boa Governação Africana 2017 (IIAG).

Índice Ibrahim : Cabo Verde desce um lugar no índice  da boa governação e entra para o grupo de países com “sinais de alerta

O país somou pontuação de 72.2 pontos num total de 100, contra 73 pontos no ano passado, tendo entrado para o grupo de países com “sinais de alerta”.

No topo da lista estão as Ilhas Maurícias, Seychelles e Botsuana, num total de 54 países africanos analisados.

Apesar de a tendência dos 10 anos desde 2007 ser positiva, Cabo Verde desacelerou nos últimos cinco anos na categoria de Desenvolvimento Económico Sustentável.

Na categoria de Desenvolvimento Humano mostra sinais de alerta porque inverteu a tendência registada na última década para negativo nos últimos cinco anos.

Nas categorias de Segurança e Estado de Direito e de Participação e Direitos Humanos, é ainda mais grave, pois desde 2012 que se regista uma deterioração acelerada relativamente à tendência negativa ao longo da década.

Entre os indicadores com piores desempenhos estão o acesso à justiça, o acesso à informação, o desvio de fundos públicos, a investigação à corrupção, o tráfico humano, a igualdade de género e a participação política das mulheres, a gestão das contas públicas, a transparência nas empresas públicas, a burocracia ou a solidez dos bancos.

Melhorias em termos gerais a nível africano

O IIAG 2017 mostra que, no geral, o continente africano tem vindo a melhorar no que à boa governação diz respeito. Na última década (2007-2016), o índice médio africano melhorou 1,4 pontos (de 49,4 para 50,8 – o melhor resultado desde o primeiro IIAG). No entanto, e se nos últimos dez anos a governação no continente melhorou e registou um crescimento médio anual de 0,16 pontos, o mesmo não acontece desde 2012. Nos últimos cinco anos, o crescimento abrandou para 0,10.

Dos 54 países em análise, a situação de boa governação deteriorou-se em 12 nações, dois mantiveram o seu desempenho e 40 registaram melhorias na sua governação nos últimos dez anos.

Treze desses países que registaram melhorias, entre eles São Tomé e Príncipe, estão categorizados como países "em desaceleração", ou seja, registaram uma melhoria nos últimos cinco anos, mas mais lenta quando comparada com a performance dos últimos dez anos.

Outros dez países registam "sinais de aviso", como é o caso de Angola, mas também Cabo Verde e Maurícias, que se encontram nos cinco lugares do pódio. Já a Guiné-Bissau registou resultados mais positivos nos últimos cinco anos do que quando comparados com os últimos dez.

Moçambique na linha vermelha

Moçambique integra o grupo dos oito países africanos que registaram declínio não só ao longo da última década, como não mostram sinais de melhoria. Também nos últimos cinco anos, estes países apresentaram números negativos.

Lançado pela primeira vez em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africano mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados de diversas fontes. O objetivo é informar e ajudar os cidadãos, governos, instituições e o setor privado a avaliar a provisão de bens e serviços públicos e os resultados das políticas e estimular o debate sobre o desempenho da governação com base em dados concretos e quantificados.

Fundação Mo Ibrahim vê deterioração de boa governação em Angola

Angola está entre os 10 países com pior avaliação do continente no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2017. Liberdade de expressão e burocracias para empresas no país pioraram nos últimos cinco anos.

Apesar de manter a mesma posição do ano passado – 45º lugar, num total de 54 países - e da tendência registada desde 2006 continuar positiva, Angola está no grupo dos 10 países com pior avaliação do continente, juntamente com a Somália, Sudão, Sudão do Sul e Líbia. Em 2017, lideram o ranking as Maurícias, seguido do Botsuana e Namíbia.

Na avaliação feita à governação do país, que teve como base os dados de 2016, Angola apenas regista uma pontuação de 39,4 numa escala de 100 pontos. C/DWÁfrica

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau