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Índice Ibrahim: Desempenho deteriora, mas Cabo Verde mantém 2ª posição 06 Outubro 2015

O desempenho de Cabo Verde no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIAG) 2015 registou uma quebra, facto que os responsáveis da Fundação que responde pela recolha dos dados, consideram preocupante. Mas o nosso país continua a ser um dos mais bem classificados, ocupando a segunda posição entre 54 Nações.

Índice Ibrahim: Desempenho deteriora, mas Cabo Verde mantém 2ª posição

Cabo Verde obteve uma pontuação de 74,5 numa escala de 100, menos 0,8 do que no ano passado. Mas manteve-se acima da média geral (50,1 pontos) e da média da África Ocidental (52,4 pontos). Mas desde 2011 o país regista uma quebra no seu desempenho em quatro categorias: Segurança e Estado de Direito; Participação e Direitos Humanos; Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano.

Os piores recuos registam-se nas subcategorias de Responsabilização, Participação Política, Cívicos, Administração Pública, Ambiente de Negócios, Sector Rural e Bem-Estar. Em sentido contrário, houve melhorias nas subcategorias de Estado de Direito, Segurança Pessoal, Infraestruturas, Educação e Saúde.

Segundo a Fundação Mo Ibrahim, “nos últimos quatro anos, metade dos dez países com melhor desempenho têm registado um declínio do seu desempenho na governação”, lamentou Mo Ibrahim, o empresário cuja Fundação financia este índice, na introdução ao relatório deste ano.

Além de Cabo Verde, são as Ilhas Maurícias (1.º), Botswana (3.º) Seychelles (6.º) e Gana (7.º) os outros países do top 10 que registaram descida na qualidade da governação. Em sentido contrário, metade dos dez países com melhor desempenho no último ano já figuram nos escalões superiores do índice, como Tunísia (8.º), Senegal (9.º), Marrocos (16.º) ou Costa do Marfim (35.º).

No geral, o Mo Ibrahim considerou que “os resultados do IIAG 2015 revelam que o progresso geral da governação em África estagnou" e "21 países pioraram o seu desempenho". Embora tenham melhorado a Participação e Direitos Humanos e o Índice de Desenvolvimento Humano, houve deteriorações nos indicadores Segurança e Estado de Direito e Oportunidades Económicas Sustentáveis. Ao longo dos últimos quatro anos, apenas seis países dos 54 foram capazes de alcançar o progresso em todas as quatro componentes do índice”, revela o relatório publicado em Londres esta segunda-feira,5.

As Ilhas Maurícias mantêm a primeira posição, enquanto a Somália continua em último lugar da lista, que este ano tem 54 países. Sudão do Sul e Sudão integram pela primeira vez esta lista, desde a separação.

Criado em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) mede a qualidade da governação nos países africanos, através da compilação de dados. O seu propósito é ajudar os cidadãos, governos, instituições e o sector privado a avaliar a provisão de bens, serviços públicos e os resultados das políticas. Estimular o debate sobre o desempenho da governação com base em dados concretos e quantificados é outro desiderato deste índice.

A avaliação é feita de acordo com quatro categorias: Segurança e Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano, divididas por 14 subcategorias. Usa 93 indicadores e informação recolhida junto de 33 instituições globais.

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