SOCIAL

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Indícios de irregularidades no Fundo Autónomo de apoio à Cultura: Ex-PCA e funcionária com TIR por suspeita de infidelidade, peculato e falsificação de documentos 06 Janeiro 2018

Pelas bandas do Ministério da Cultura há indícios que nem tudo vai bem. O Tribunal do Comarca da Praia acaba de decretar Termo de Identidade e Residência (TIR) ao ex-Presidente do Fundo Autónomo de Apoio à Cultura (FAAC) por suspeita da prática de crimes de Infidelidade, Peculato e Falsificação de Documentos. Ambos funcionários estão interditos de sair do Cabo Verde e o ex-PCA do mesmo fundo fica em liberdade condicional sob a fiança de 500 contos.

Indícios de irregularidades no Fundo Autónomo de apoio à Cultura: Ex-PCA e  funcionária com TIR por suspeita de infidelidade, peculato e falsificação de documentos

Em nota remetida a este jornal, a Polícia Judiciária, através da Secção Central de Investigação de Crimes Económicos e Financeiros-SCICCEF, informa que os dois detidos por suspeita da prática dos crimes de Infidelidade, Peculato e Falsificação de Documentos, conheceram as respetivas medidas de coação no final desta quinta-feira, 04, altura em foram foram detidos e presentes ao juiz.

«Assim sendo e conforme determinação do juiz, ao ex- PCA do Fundo Autónomo de
Apoio à Cultura foi lhe aplicado, como medidas de coação, Interdição da saída do país, Termo de Identidade e Residência e pagamento de uma caução, no valor de 500 mil escudos», refere o documento.

Já em relação à ex-funcionária da mesma instituição, foi lhe aplicada como medidas de coação a Interdição da saída do país e Termo de Identidade e Residência, conclui a nota da PJ a que este jornal teve acesso.

De salientar que o Fundo Autónomo de Apoio à Cultura foi criado durante o consulado do ministro da Cultura Mário Lúcio Sousa do Governo de José Maria Neves.

Acusação e suspeita de desvio de atenção

Entretanto, até ao fecho desta edição, desconhecia-se o posicionamento dos dois suspeitos que foram acusados pelo Tribunal. Apesar dos indícios de irregularidades referidos na nota da Policia Judiciária, nos corredores do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas há quem suspeite que «tudo não passa da tentativa de se criar factos - através do titular da pasta de Cultura que coordenou o Gabinete de Campanha do MpD nas últimas legislativas -, para desviar a atenção dos cabo-verdianos da situação difícil por que passa o país por causa da alegada má governação do atual executivo ampliado de Ulisses Correia e Silva». Seja o que for, vamos ter que esperar pela decisão final do Tribunal.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau