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Inflação Homóloga mantém-se em território negativo e fixa-se em -2,1% 15 Outubro 2016

A taxa de variação homóloga registada pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de -2,1%, valor inferior em 0,3 pontos percentuais (p.p.), ao registado no mês anterior. A variação mensal observada entre Agosto e Setembro foi de 0,1%, menos 0,5 p.p em relação ao mês anterior. A variação média dos últimos doze meses, situou-se em -1,2%, valor inferior ao registado no mês anterior em 0,2 p.p.

Inflação Homóloga mantém-se em território negativo e fixa-se em -2,1%

Os valores negativos mais expressivos foram registados nas classes Ensino (-0,1%), dos Vestuário e calçado (-0,5%), dos Produtos alimentarem e bebidas não alcoólicas (-1,8%), dos Transportes (-4,4%) e das Rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (-9,2%). As classes Acessórios, equipamento doméstico e manutenção da habitação (+3,0%), dos Bens e serviços diversos (+2,8%), Saúde (+2,5%), do Lazer, recreação e cultura (+2,2%), dos Hotéis, restaurantes cafés e similares (+1,2%) e das Bebidas alcoólicas e tabaco (+0,9%) registaram variações positivas mais acentuadas.

Segundo o INE, as contribuições positivas verificadas foram suplantadas pelas negativas. Isso resultou na variação homóloga negativa observada para o IPC total Nacional. Por exemplo, a classe das “Rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis”, contribuiu com cerca de 69%, para a formação da taxa de variação homóloga do IPC Total Nacional.

As classes do Vestuário e calçado (+1,6%), Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (+0,5%), da Saúde (+0,5%), Bebidas alcoólicas e tabaco (+0,2%) e Acessórios, equipamento doméstico e manutenção da habitação (+0,2%) contribuíram de forma positiva para a variação mensal do IPC Total. Por outro lado, as do Lazer, recreação e cultura (-0,1%), Bens e serviços diversos (-0,3%), Hotéis, restaurantes e cafés (-0,7%) e Transportes (-2,1%), contribuíram com os valores negativas mais relevantes.

As principais subidas de preços foram observadas nos subgrupos aparelhos e matérias terapêuticos e sua reparação, produtos hortícolas, materiais para vestuário e calçado. Já as principais descidas ocorreram nos transportes aéreos de passageiros, reparação e aluguer de calçado, serviços desportivos e recreativos e pequenos aparelhos domésticos eléctricos. Com isso, a nível regional, registaram-se variação mensal positiva em Santiago (+0,3%) e Santo Antão (+0,2%), enquanto que em São Vicente foi negativa (-0,5%).

Em Santiago, as contribuições das classes Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, Vestuário e calçado, Saúde e dos Acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação foram determinantes para a variação positiva do índice total da região. As negativas foram registadas nas classes dos Hotéis, restaurantes cafés e similares, dos Bens e serviços diversos e dos Transportes. Cenário que se repetiu na ilha de Santo Antão.

Em S. Vicente, as contribuições das classes Lazer, recreação e cultura, Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e Transportes foram determinantes para a variação negativa do índice total da região. Por outro lado, os Bens, serviços e acessórios, equipamento doméstico e manutenção da habitação contribuíram com valores positivas para a variação do índice. Relativamente à variação homóloga, os índices de Santo Antão e Santiago foram superiores a media nacional em 1,4 e 0,3 p.p. Em S. Vicente o valor registado foi inferior à média nacional em 1,1 p.

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