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Inglaterra: Fundadora de ONG para prevenção de cancro mamário ’pagou a si mesma 31 mil libras’ 25 Agosto 2017

A fundadora da NHBCH — linha de ajuda para vítimas de cancro mamário hereditário —, Wendy Watson, está sob investigação por ter usufruído de pagamentos no montante de 31 mil libras (mais de 4 mil contos), o que é ilegal.

Inglaterra: Fundadora de ONG para prevenção de  cancro mamário ’pagou a si mesma 31 mil libras’

Wendy Watson teve de renunciar a ser administradora da fundação, que dispõe de vários centros de ajuda em todo o Reino Unido. Entretanto, continua a trabalhar como voluntária.

As irregularidades financeiras foram descobertas pelo órgão estatal de supervisão, que emitiu um aviso oficial sobre "falhas graves de confiança". Além disso, estão a ser investigadas as atividades dos centros, que apenas têm estado a oferecer folhetos informativos sobre a linha telefónica de ajuda.

Os advogados da Sra. Watson e a NHBCH reconheceram por fim que os pagamentos foram "um erro".

A Sra. Watson, residente em Derbyshire no centro da ilha Grã-Bretanha, fundou a instituição quatro anos depois de, em 1992, se submeter à primeira mastectomia preventiva realizada no Reino Unido.

O procedimento tornou-se famoso só em 2013, com a cirurgia a que se submeteu a atriz americana Angelina Jolie.

Rainha distinguiu-a como MBE

A fundadora da NHBCH foi em 2012 distinguida com o grau de “Membro da Ordem do Império Britânico” (MBE).

Este importante grau honorífico reconheceu que Wendy Watson tinha ajudado “milhares de pessoas a tomar consciência de que o cancro da mama é hereditário”.

Contudo, este reconhecimento continua a gerar muita controvérsia, pois para boa parte da comunidade médica “não existe isso de cancro hereditário”.

Wendy Watson defendeu com garra a ideia de que existe uma predisposição genética para o cancro mamário. Primeiro lutou contra o "meu médico de família (que) me disse que não havia cancro de mama hereditário".

"Eu descobri que em cada dez dos meus parentes nove tinham sofrido desse tipo de cancro”, mas o médico de família insistia: "Não há nada a fazer", disse ela em entrevista à BBC em 2012, a justificar porque é que decidira fazer uma dupla mastectomia preventiva aos 37 anos.

Wendy Watson

Fonte: BBC

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