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Inpharma triplica resultados líquidos 19 Junho 2016

A Inpharma triplicou os resultados líquidos do exercício de 2015 face ao ano anterior. O presidente do Conselho de Administração, Luís Vasconcelos Lopes, atribui esta performance à mudança do modelo de gestão e ao trabalho que vem sendo realizado por uma equipa muito experiente.

Inpharma triplica resultados líquidos

“Temos uma equipa experiente”, bem como, o trabalho “dos directores Jean-Claude, Elisete Mascarenhas e Melina Veiga permitiram que a nova Direcção-Geral pudesse pôr em prática as principais orientações estratégicas recebidas do Conselho de Administração”, afirma a nova directora-geral, Cristina Landim Duarte. Ela realça ainda a determinação com que enfrentaram os desafios.

As expectativas em relação ao futuro são, por isso, muito optimistas. Tanto mais quanto, segundo Luís Vasconcelos Lopes, 2016 dá sinais de vir a ser ainda melhor. Isso porque a Inpharma ganhou dois concursos, que vão representar mais de dois milhões de euros de facturação. “Tais resultados são o corolário de uma nova visão sobre o processo de internacionalização”, diz aquele gestor.

Entende o PCA que, “em consequência da realidade encontrada nos mercados internacionais ser muito mais hostil do que a prevista, tivemos de rever as estratégias traçadas inicialmente, cerrando fileiras e preparando a empresa para as necessárias transformações no sentido de enfrentarmos o futuro próximo com segurança e sucesso. Estes dois concursos, com bases muito sólidas e com garantias financeiras, são o exemplo claro do que pretendemos para a Inpharma”.

Para Luís Vasconcelos Lopes, as entidades nacionais precisam de entender que “a exportação é um processo duro e de grande exigência”. Como realça, a Inpharma concorre num mercado em que tem de enfrentar fortes interesses internacionais, pelo que é necessário criar o devido enquadramento para se ser mais competitivo. Sobre este particular, o PCA da Inpharma cita como exemplo a taxa de regulação aplicada aos produtos exportados, que ameaça transformar-se em factor de insucesso na cotação internacional das empresas e, consequentemente, resultar na perda de negócios.

Enquanto espera uma medida adequada sobre a referida taxa, o gestor concentra a atenção sobre os sucessos obtidos e as perspectivas de novos desafios a vencer. Entre eles, o laboratório INLAB que espera ser reconhecido e desempenhar a nível nacional o papel de referência que já conquistou a nível internacional, sendo dos poucos laboratórios desta sub-região a ter a acreditação ISSO 17.025. Basta dizer que o INLAB garante actualmente o controlo dos stocks de anti-retrovirais da Organização Mundial da Saúde (OMS) em alguns países africanos.

“A nível do mercado nacional, houve indefinições, que há muito deviam ter sido ultrapassadas pelo Estado, que condicionam a maximização da utilidade de um laboratório desta magnitude e valências. Estamos esperançados que, com este novo Governo, haja uma visão clara sobre o papel a desempenhar pelo INLAB”, finaliza Luís Vasconcelos.

Criado a 7 de Janeiro de 1991, a Inpharma – Indústria Farmacêutica é uma empresa de capital privado, que se dedica à produção, comercialização e exportação de medicamentos, artigos de higiene, cosméticos e outros produtos médico-farmacêuticos e hospitalares. Pode dedicar-se também a outras actividades afins, conexas ou complementares, incluindo a importação de matérias-primas e subsidiárias, necessárias à sua actividade.

Desde 1995 exporta para os mercados de Angola e Moçambique. Graças ao trabalho que vem desempenhando, em 2007 foi condecorado com a 1ª Classe da Medalha de Mérito pelo Presidente da República. Em 2008 recebeu o certificado de “Laboratório de Controlo de Qualidade”. Em 2009, a empresa foi dividida em três unidades estratégicas: fabril, não fabril e INLAB-Laboratório de Controlo de Qualidade pela Global Fund.

Começou a exportar para os mercados da Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe em 2011 e, desde 2012, integra o grupo de laboratórios pré-seleccionados para realizar serviços na área de avaliação de conformidades de produtos na região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). No mesmo ano, 2012, constituiu a Empresa Farmacêutica de São Tomé e Príncipe – Empharma STP, em parceria com o Governo daquele país-irmão e, em 2013, iniciou a exportação de medicamentos para os mercados de Angola.

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