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JPAI acusa Governo de fazer “descaso” em relação à forma como os estudantes são tratados na Embaixada de Portugal 31 Agosto 2017

A Juventude do PAICV acusou, hoje (30), o Governo de fazer “descaso” pela forma como estudantes cabo-verdianos são tratados na Embaixada de Portugal, quando solicitam vistos para prosseguirem os seus estudos universitários naquele país europeu.

JPAI acusa Governo de fazer “descaso” em relação à forma como os estudantes são tratados na Embaixada de Portugal

O secretário nacional da Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI) fez estas declarações numa conferência de imprensa para manifestar a sua preocupação sobre a “problemática na atribuição de vistos de estudo a estudantes que pretendam prosseguir os seus estudos superiores e técnico-profissionais” em Portugal.

“O tratamento e o processo de documentação é lento, muito dispendioso”, afirmou Yury Pereira, acrescentando que o mais grave ainda é o facto de a atribuição dos citados vistos se envolver numa “profunda incerteza”.

Segundo a fonte, até um estudante conseguir obter um visto para Portugal, este se vê obrigado a deslocar-se várias vezes à Embaixada portuguesa, com as inconveniências que esta situação acarreta, sobretudo para os que são do interior de Santiago e de outras ilhas, onde não existe representação consular.

Esta situação, prossegue, conduz estes jovens a uma “situação de ansiedade e angústia” e em alguns casos “grande frustração”.

Para o responsável do pelouro de Formação, Intervenção Política e Mobilização Social da JPAI, apesar das dificuldades por que passam os jovens que pretendem prosseguir os seus estudos em terras lusa, executivo de Ulisses Correia e Silva “mantém-se mudo e calado e sem nenhuma iniciativa que pudesse apoiar os jovens a enfrentar essas barreiras”.

“Achamos triste e lamentável que um jovem cabo-verdiano tenha de passar toda essa verdadeira humilhação para obtenção de um visto de estudo”, queixa-se o secretário nacional da JPAI, lembrando que o Governo fez aprovar na Assembleia Nacional a isenção de vistos de entrada em Cabo Verde para os cidadãos da União Europeia (UE) e Reino Unido.

Na perspectiva de Yury Pereira, os atrasos na obtenção de vistos fazem com que os estudantes cheguem com algum atraso às universidades e que esta situação contribui para a “alta taxa de insucesso escolar no primeiro ano do curso, seja superior ou técnico-profissional”.

Por sua vez, em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva, garantiu que a representação diplomática “reforçou os mecanismos de atendimento” aos estudantes que queiram prosseguir os estudos em terras lusas e que diariamente são distribuídas 50 senhas para atendimentos individuais e mais uma da câmara municipal que apresenta 25 a 30 pedidos.

De acordo com a chefe da missão diplomática portuguesa na Praia, neste momento são atendidos diariamente 75 pedidos para vistos de estudos, o que representa um número “muito elevado”.

“Os estudantes não têm prazo para entregarem as suas candidaturas e iremos manter esta disponibilidade durante os meses de Agosto e Setembro”, precisou Helena Paiva, para quem “não há a necessidade” para os estudantes ficarem fora das instalações da Embaixada, uma vez que toda a gente tem senha e vai para a sala do atendimento.

A embaixadora deixou entender que todos os estudantes serão atendidos, mas que devem “respeitar a regra de gestão de pessoas que a Embaixada tem”. Fonte: Inforpress.

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