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JPAI da Praia indignada com a falta de política para habitação jovem 05 Setembro 2017

O líder da JPAI da Praia procurou a imprensa esta segunda-feira, 04, para manifestar a sua indignação perante a ausência de uma política municipal especifica voltada para o acesso à habitação jovem. Para Osvaldino Semedo (Zidane), o acesso à habitação é um direito fundamental, consagrado na Constituição da República, e a sua materialização revela a atenção que se dispensa às pessoas e o nível de desenvolvimento que se atingiu.

JPAI da Praia indignada com a falta de política para habitação jovem

Perante tal situação, Zidane propõe à Câmara Municipal da Praia que comece a trabalhar, pensando nos jovens e avance com um Programa Especial para aquisição de lotes de terreno, visando a construção da sua primeira habitação.

“A Câmara Municipal da Praia que tem, sob a responsabilidade, 28% da população nacional, não tem absolutamente nenhuma medida, nesta matéria, para cumprir a sua função social perante os munícipes. E hoje, infelizmente, constatamos que a principal preocupação desta autarquia, tem sido a busca desenfreada de recursos, que muitas vezes são mal gastos, e sempre beneficiando grupos próximos do partido que suporta essa gestão”, garante.

Para este activista político, o acesso à habitação é um direito fundamental, consagrado na Constituição da República, e que a sua materialização revela a atenção que se dispensa às pessoas e o nível de desenvolvimento que se atingiu.

“O acesso à habitação jovem em Cabo Verde tem sido uma das maiores dificuldades para a nossa Juventude. Neste contexto, não podemos nos esquecer que, na Cidade da Praia, (Capital do País) reside um número elevado de jovens, daqui e de outras Ilhas do país. Apesar disso, o custo de vida na Capital tem aumentado, sobretudo no que tange à habitação”, mostra.

Diante disso, Zidane é da opinião que tanto as rendas para habitar uma casa ou um quarto, como as prestações bancárias mensais para a aquisição de uma habitação familiar, assumem um grande peso no orçamento dos jovens solteiros ou casados, no início de vida.

“Neste momento, o custo de vida aumentou, de forma clara. A luz, a água, o gás e o combustível estão, claramente, mais caros, sem que os salários tenham aumentado, ou as bolsas de estudo tenham sido alargadas”, aponta.

Nesta óptica, o responsável pela JPAI da Capital do país assegura que não existem critérios claros e objetivos para o acesso aos terrenos, alegando que os cabo-verdianos são discriminados, “uma vez que determinados cidadãos estrangeiros têm grandes facilidades para a aquisição de terrenos nas zonas mais nobres da cidade, enquanto a um cidadão nacional é-lhe negado o direito de construir na sua própria terra”.

Em matéria de habitação, a JPAI da Praia entende que para a juventude, a Câmara Municipal da Praia está “francamente” mal avaliada e que não dispõe de uma política municipal especifica para os jovens, no sentido de os ajudar a ultrapassar as dificuldades do presente e a preparar o seu futuro.

Celso Lobo

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