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Jornalistas e governo em pé de guerra: AJOC denuncia tentativa do ministro Abraão Vicente em instrumentalizar a comunicação social 03 Mar�o 2017

A direcção da AJOC repudia, através de um comunicado remetido ao Asemanaonline, a tentativa, por parte do ministro Abraão Vicente, de instrumentalizar o sector público da comunicação social cabo-verdiana. Com isso, termina o período de graça entre o actual governo do MpD e a classe dos jornalistas.

Jornalistas e governo em pé de guerra: AJOC denuncia tentativa do ministro Abraão Vicente em instrumentalizar a comunicação social

Referindo-se entre outros factos concretos descritos, o documento faz questão de realçar que foi com estupefacção que a direcção da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde constatou, através de publicações na rede social Facebook e em declarações à imprensa, que o ministro da Cultura e Indústrias Criativas considera ser da sua competência dar orientações directas para a formatação dos conteúdos dos órgãos públicos e supervisionar o trabalho dos profissionais, como se pode constatar pela leitura do post publicado no dia 1 de Março, no Facebook, sobre a cobertura do carnaval de São Vicente, pela TCV: “O Outro lado do MCIC: RTC Canal público de Comunicação Social! Estamos prontos para levar a todos os cabo-verdianos o grande desfile de Carnaval em directo de Mindelo, garantimos também cobertura com reportagens em todos os outros Municípios!”.

Diante disto, a instituição anuncia que vai pedir a intervenção das autoridades competentes na matéria para repor a normalidade nos meios da comunicação social publica de Cabo Verde. «A AJOCV pedir às autoridades competentes e que actuam na defesa dos direitos, liberdades e garantias estatuídos na Constituição da República, que ponham cobro a esta atitude de permanente confrontação, desrespeito pela classe jornalística, violação de princípios constitucional e legalmente consagrados, ameaças veladas e directas, tentativas de desestabilização, assédio moral e apoucamento dos profissionais do jornalismo cabo-verdiano, que o ministro Abraão Vicente vem demonstrando desde que assumiu o cargo que lhe dá a prerrogativa de tutela administrativa, repetimos, administrativa, do sector», lê-se no comunicado assinado pela presidente Carlos Lima.

Para fazer valer a sua posição, a AJOC avança que pretende diligenciar no sentido de levar as suas preocupações às mais altas instâncias legais e políticas da República, pedindo-lhes que digam à sociedade quais são os seus entendimentos em relação às situações agora denunciadas. «A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde vai, assim, em conformidade com as posições assumidas e guiada pelas preocupações expressas no presente comunicado, e para os efeitos acima enunciados, solicitar audiências com o Presidente da República, o Provedor de Justiça, a Procuradoria-geral da República, o Presidente da Assembleia Nacional e as lideranças dos Grupos Parlamentares na Assembleia Nacional».

Avisa ainda a AJOC que vai fazer chegar uma exposição sobre a matéria aos organismos internacionais de defesa dos jornalistas e da Liberdade de Imprensa, nomeadamente a Federação Internacional dos Jornalistas e a organização Repórteres Sem Fronteiras, além de congéneres de vários países e das agências internacionais que regularmente estabelecem a lista de predadores das liberdades dos jornalistas.

É que, segundo reafirma a AJOC, essas liberdades constituem a sua causa primordial e que estará sempre disponível a lutar para que elas continuem a ser uma conquista de todos cabo-verdianos.

«A AJOC apela a todos os jornalistas que não se deixem intimidar e que continuem a fazer o seu trabalho, respeitando as regras do código deontológico da profissão, cientes de que esta será a melhor forma de servir a sociedade de que fazem parte», instrui a instituição presidida por Carlos Lima.

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