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José Maria Neves diz-se preocupado com o discurso fascizante do novo presidente dos EUA 22 Janeiro 2017

«Acabo de ouvir o discurso de posse de Donald Trump. Um discurso sofrível, mas profundamente fascizante e, por isso mesmo, preocupante». O alerta é do ex-Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, feito através da sua página pessoal no facebook.

José Maria Neves diz-se preocupado com o discurso fascizante do novo presidente dos EUA

O ex-chefe do governo cabo-verdiano escreve que o presidente Trump recupera a promessa do retorno da América às suas fronteiras. «Uma América baseada na força da sua identidade e superioridade - onde e quando já ouvimos isto?-, e numa revolução popular que sugere uma nova ordem, sob orientação de um grande líder. Um discurso populista e arrepiante, para quem governa a maior potência mundial», denuncia JMN.

É que, segundo ele, a democracia é "a batalha de ideias" (Obama), ou "o governo pela discussão" (Sartori). Ela é policêntrica ou poliárquica (Dahl; Bobbio). « Não se compadece com caminhos únicos. A fronteira entre o respeito pela maioria e a tirania da maioria é extraordinariamente ténue! A democracia nutre-se, sobretudo, do respeito pelas regras do jogo, pelas minorias, pelos espaços de dissenso. A democracia não se compadece com linhas divisórias do bem e do mal, com fronteiras que separam e afastam povos e países, nem com lideranças iluminadas, que se erigem em juízes de ideias e atitudes e em arquitectos de linhas e fronteiras».

Diante de tudo isto, José Maria espera que o sistema democrático americano encontre antídotos contra o desejo autoritário do presidente Trump. «Por isso mesmo, espero que a democracia americana encontre os antídotos para tamanho desejo autoritário no discurso de Trump», conclui o ex-Primeiro-ministro de Cabo Verde na sua página no faceboock.

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