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Julgamento do caso de cibercriminalidade na Praia: Irmãos Rui e Flávio Alves condenados a vários anos de prisão 14 Fevereiro 2018

Os dois arguidos Rui Alves e Flávio Alves - suspeitos de terem cometido vários crimes de ameaça de morte, coação, chantagem e agressão sexual e que aguardavam o julgamento em liberdade, conheceram, esta terça-feira,13, as suas sentenças. Ambos foram condenados com fortes penalizações pelo Tribunal da Comarca da Praia, cuja moldura penal ficou entre 14 e 33 anos de prisão efectiva.

Julgamento do caso de cibercriminalidade na Praia: Irmãos Rui e Flávio Alves condenados a vários anos de prisão

Chegou ao fim a mega maratona de julgamento - foram ouvidas 13 vítimas e 30 testemunhas - do primeiro caso de cibercrime julgado pelo Tribunal da Comarca da Praia. Os irmãos Rui e Flávio Alves foram os acusados de vários crimes no referido processo.

Conforme a sentença, Rui Alves, o acusado mais novo, foi condenado a 33 anos de prisão. Flávio Alves apanhou 14 anos e seis meses de reclusão. Já as arguidas Miqueia Silva e Emeleina Silva, tida inicialmente como cúmplices, foram absolvidas.

Recorde-se-que os dois irmãos optaram pelo silêncio durante os primeiros dois dias do julgamento do processo de crimes relativos ao domínio do cibercrime e da recolha de prova em suporte electrónico. OTribunal da Comarca da Praia procedeu ao julgamento deste que é considerado, entre os profissionais do foro, o primeiro caso de cibercrime e da recolha de prova em suporte electrónico em Cabo Verde. Tudo, segundo apurou este diário digital, com base na Lei nº 8/IX/2017, que foi aprovada em 2017.

O caso, que tem chocado a opinião publica, estava sendo seguido com atenção por muitos cabo-verdianos, principalmente pelos familiares das vítimas. Além destes, muitas outras pessoas acompanharam as sessões, permanecendo nas imediações do Palácio da Justiça, na Praia. Tudo na perspectiva de conhecerem os arguidos e os meandros deste cibercrime.

Foram ouvidos 13 vitimas e foram também ouvidas mais de 30 testemunhas envolvidas no caso. Conforme a acusação, os dois irmãos, Rui e Flávio, atraíam as suas vítimas com recurso a vários perfis falsos, criados no “Facebook”. Uma fonte ligada a este processo assevera a este jornal de que algumas jovens foram obrigadas a se prostituírem em troca de dinheiro, que seria, depois, entregue aos suspeitos. Estes terão ainda usado o massacre de Monte Txota e casos de assassinato para amedrontarem as suas vítimas.

Na maior parte dos casos, se identificavam como sendo árabes e portugueses residentes em Londres, sócios e/ou donos de empresas estrangeiras, com negócios em Cabo Verde, mas, também, com ligações ao mundo do crime. Tudo isso no intuito de atrair as meninas e convencê-las que enviassem fotos de partes íntimas do corpo. Apos isso, ameaçavam as vitimas de morte, caso não aceitassem uma noite de sexo. As vítimas eram, ainda, obrigadas a filmar e fotografar o acto como prova da efectivação da obrigação. Em vários casos estes jovens faziam chantagem de publicação das mesmas imagens na internet.

Recorde-se que os dois arguidos, suspeitos de vários crimes de ameaça de morte, coação, chantagem e agressão sexual, que aguardam o julgamento em liberdade, haviam solicitado uma Audiência Contraditória Preliminar “ACP”, que estava agendada no dia,05, de Dezembro de 2017, no Tribunal Judicial da Comarca da Praia. Mas horas antes os advogados dos mesmos entraram com um pedido da desistência, junto ao juiz do processo. Agora o caso está em julgamento.

Tudo terá acontecido em Março de 2017. Isto após a denúncia de uma das vitimas, tendo o Tribunal da Praia decretado prisão preventiva aos dois arguidos. Estes aguardavam o desenrolar do processo em prisão preventiva, mas no mês de Novembro, Rui e Flávio Lopes, foram postos em liberdade por ter terminado o prazo em que deveriam permanecer em cadeia preventiva - já decorriam 8 meses sem que o Tribunal tenha dado Despacho de Pronúncia.

Mais detalhes: http://asemana.publ.cv/?Caso-de-Cib...

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