INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

O que quer Kim Jong-Un, herdeiro da dinastia atómica, obter com ’Bomba H’ para míssil intercontinental? 04 Setembro 2017

O presidente norte-coreano anunciou este domingo que “foi um sucesso total” o teste da bomba de hidrogénio, "dez a cem vezes mais potente que a bomba atómica”, segundo a agência noticiosa da Coreia do Norte (KCNA). Mas estas demonstrações de força, do potencial nuclear, dadas em primeira-mão pela imprensa oficial e repercutidas nos ’mass-media’ do mundo ocidental, para que servem realmente a Kim Jong-Un?

O que quer Kim Jong-Un, herdeiro da dinastia atómica, obter com ’Bomba H’ para míssil intercontinental?

O que quer Kim Jong-Un, herdeiro da dinastia atómica, provar com este teste nuclear? É o sexto desde 2006 — ao qual se seguiram os de 2009, 2013, 2016 — e segundo especialistas será a primeira bomba feita de hidrogénio, apesar de Pyongyang ter afirmado que as duas precedentes, de janeiro e de setembro de 2016, também o eram.

Será que quer obter comida, energia e levantamento de sanções como parece sugerir a esfera mediática que nos traz retratos de norte-coreanos famintos, “entre os mais pobres do planeta” enquanto o seu país ascende a potência nuclear?

A primeira hipótese é a de que a propaganda norte-coreana tem exagerado o seu poderio nuclear para obter vantagens – tais como obter os alimentos, o petróleo e o levantamento de sanções económicas — que lhe vão permitir sair da cauda do desenvolvimento humano (está nos dez últimos lugares do IDH).

Outra hipótese é que esse poderio nuclear permite obter vantagens diplomáticas quando a Coreia do Norte é fraca em termos geoestratégicos, colocada que está entre vizinhos mais poderosos como a Rússia, a China, o Japão, além da irmã inimiga que é ajudada pelos Estados Unidos.

Concorrência com a Coreia do Sul na amizade com a primeira potência

A terceira hipótese é que essa exibição de poderio nuclear tem o objetivo de seduzir os Estados Unidos para o facto de que lhe é vantajoso contar com um país pequeno mas que é uma potência nuclear numa região onde dominam a Rússia, a China, o Japão.

Nesse caso, todos os pontos elencados acima entram para esta equação.

Entretanto o mundo chama louco a Kim Jong-Un...

A ‘Bomba H’ está “dotada de uma grande capacidade de destruição”, segundo a televisão nacional da Coreia do Norte. Dez vezes mais que a precedente, de setembro de 2016, que seria de plutónio ou urânio e que atingiu 5.3 na escala sísmica de Richter, a bomba de hidrogénio lançada este domingo, 3, atingiu 6.3 na escala de Richter, segundo o instituto sul-coreano de meteorologia, que mediu o impacto da bomba, comunicou à agência noticiosa francesa AFP, em Seul.

Este novo teste – realizado às 11H30 locais de domingo, noite de sábado em Cabo Verde — é tido como o maior desafio que a Coreia do Norte lança às grandes potências. Assim, de Donald Trump à comunidade internacional já surdiram protestos: Pequim –note-se que a China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte e o seu único aliado —, Moscovo, Tóquio Seul e Paris pedem o fim dos programas nuclear e balístico norte-coreanos.

Fontes: BBC, AFP, Le Monde e CNN. Foto AFP - Bomba H, que Kim Jong-Un exibe 3.9.2019. Para especialistas, a foto prova a miniaturização da bomba nuclear, possibilitando o seu lançamento por míssil.

LS

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau