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‘Laundromat’ Azerbeijão: Jovem, rico, viaja, investe forte, dá ricos presentes anti-mancha a democratas 06 Setembro 2017

Tem um fundo de 2,9 biliões de dólares gerido pelos familiares do presidente azeri, Ilham Aliyev (na foto), e os seus alvos são europeus influentes, políticos, jornalistas, empresários, que podem lavar a imagem de ditadura que está associada ao país. Isto apurou a ‘Laundromat’ sobre o Azerbeijão, país pouco conhecido no mundo e que foi, esta terça-feira, 5, notícia sob a pior perspectiva: a corrupção.

 ‘Laundromat’ Azerbeijão: Jovem, rico, viaja, investe forte, dá ricos presentes anti-mancha a democratas

O Azerbeijão é um país jovem – resulta da secessão da URSS em 1991 —, rico devido ao petróleo, cuja elite viaja rumo à França, Inglaterra…para fazer investimentos e através de milhões procura parecer uma democracia. Uma imagem forjada limpa para lavar a de país ditatorial governado pela dinastia Aliyev, escrevem jornais como o Berlingske, Le Monde, Guardian, entre outros integrantes do projeto OCCRP.

A brigada “anticorrupção” OCCRP assume, pois, o objetivo de revelar a corrupção que decorre da falta de transparência propiciada pela globalização financeira. Foi assim que a operação investigativa dirigida às redes da corrupção entretecidas pela família do presidente mostrou que de 2012 a 2014, enquanto o governo do Azerbeijão prendia 90 ativistas, políticos da oposição e jornalistas, havia entre os que recebiam dinheiro do fundo desde um jornalista a escrever artigos simpáticos pró-ditadura azeri até políticos europeus com influência sobre instituições das Nações Unidas e da União Europeia.

Membros das principais famílias ligadas ao poder, desde o presidente, o vice-primeiro-ministro Yaqub Eyyubov, ajudados por empresários europeus, faziam investimentos através dessa conta secreta, apoiada por quatro bancos sediados em Londres, o estoniano Danske Bank, e empresas dos Emirados, da Rússia e da Turquia.

A investigação começou com uma dica entregue ao jornal dinamarquês Berlingske. Registos bancários que, além da cleptocracia ligada ao presidente azeri, mostravam um esquema de lavagem de dinheiro, daí o expressivo nome de Laundromat (lavandaria). O rasto do dinheiro já descobriu até agora que a lavagem incluía investimentos em stands automóveis, clubes de futebol, agências de viagens e até uma farmacêutica, a AvroMed pertencente a Javashir Feyziyev, membro do parlamento azeri.

A investigação ainda não conseguiu apurar todas as fontes dos 2,9 biliões (275 mil milhões de contos CVE), mas já detetou que na origem do dinheiro estão desde empresas de armas russas a ministérios azeris, designadamente o do petróleo.

Fontes: Berlingske, Le Monde, Guardian. Foto AP - O presidente Ilham Aliyev e a primeira-dama Mehriban Aliyev.

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