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Lider da UCID: «Situação social por que passa S.Vicente é inaceitável» 22 Setembro 2017

A situação da ilha de São Vicente, “ao contrário do que apregoa” a Câmara, “não é boa” e a UCID “exige” que o Governo, em concertação com a autarquia, crie condições para diminuição “sustentável e duradoira” do desemprego.

Lider da UCID: «Situação social por que passa S.Vicente é inaceitável»

O diagnóstico é do deputado e presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) António Monteiro, que, em conferência de imprensa, hoje (21) no Mindelo, pediu ainda “melhor serviço de saúde”, uma melhor segurança e que, de uma maneira geral, os munícipes tenham razões para “sorrirem e sentirem-se felizes”.

Segundo a Inforpess, Monteiro sustentou que a situação social por que passa a ilha não é aceitável, pro considerar que há cidadãos a enfrentar situações “cruéis” e que “não podem ser permitidos numa ilha de morabeza”.

“Famílias inteiras continuam tendo muitas dificuldades de levarem a panela ao lume, de assumirem seus compromissos perante a educação e saúde dos filhos”, lançou a mesma fonte, para quem “muitas pessoas” procuram o seu sustento “de forma pouca digna”, pois falta-lhes “o mais importante que é o trabalho”.

São Vicente, adiantou a mesma fonte, necessita “urgentemente” de uma “outra política económica”, capaz de “fazer crescer a riqueza” de forma a garantir trabalho aos munícipes.

A Câmara Municipal de São Vicente, diz ainda o líder da UCID citado pela Inforpress, poderia, “de forma objectiva”, ajudar na resolução deste problema se tivesse, precisou, um serviço que permitisse a “desburocratização necessária” na emissão das várias licenças exigidas, quer na abertura de um negócio, quer na construção de uma habitação própria ou não.

“São Vicente tem sofrido e continua a sofrer nestes últimos anos em termos económicos e sociais por causa dos sucessivos Governos, quer a nível central quer local”, acusou, apesar de a ilha apresentar, sustentou, “um potencial de crescimento económico muito importante”, que “não é aproveitado” de todo.

Isto leva a que a ilha, acrescenta António Monteiro, tenha uma participação na criação da riqueza nacional, segundo os dados apurados de 2014, de “somente 25 milhões de contos” no universo dos 155 milhões gerados durante o mesmo ano.

É entendimento da UCID, por isso, que a situação da ilha pode ser melhorada se houver uma conjugação de esforços no sentido de se potencializar a economia da ilha, com indústria ligeira, por exemplo, ajuntou, que deveria merecer uma “atenção especial” por parte da câmara e do Governo e, assim, aproveitar a já “conhecida tradição” de São Vicente neste aspecto em concreto.

A juntar a isso, rematou, a UCID recomenda uma “atenção muito especial” aos transportes marítimos de cabotagem que poderá ser entendida como uma criação de mais facilidades no escoamento dos produtos locais, bem assim como na receção de mercadorias das outras ilhas.

Conforme a agência cabo-verdiana de noticias, a UCID pediu ainda uma “resposta rápida” do Governo no tocante à solução para cerca de 2.500 famílias que vivem em casas de tambor em S.Vicente.

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