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Líder do PP: O balanço dos oito meses da governação do MpD é negativo 12 Dezembro 2016

«O balanço dos oito primeiros meses da governação de Cabo Verde por parte do MpD merece uma nota negativa». Foi desta forma como o líder do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa Vicente, avaliou, hoje,12, na Praia, o Governo de Ulisses Correia e Silva.

Líder do PP: O balanço dos oito meses da governação do  MpD  é  negativo

Barbosa Vicente, que falava durante o habitual encontro quinzenal com a imprensa que coincidiu com o aniversário da legalização do partido, destacou que, no Orçamento do Estado para 2017, o MpD ignorou por completo as promessas que fez durante a campanha eleitoral. «Face aos pressupostos de missão e valores que o PP defende no exercício da política em Cabo Verde, há uma grande distância entre a realidade e o que o MPD prometeu nas campanhas eleitorais- vendendo fantasia e ilusão ao povo de Cabo Verde - o que fez com que haja cada vez mais um descrédito na política, levando mesmo a muitas pessoas à degradação social», defende o político.

Detendo-se sobre este particular, o chefe dos populares lembra que os gastos públicos previstos para a educação constantes do OGE de 2017 não contemplaram as promessas do MpD de eliminar as propinas nas escolas públicas até ao 12º ano nem do pressuposto de que existe hoje 70 mil crianças e adolescentes pobres em famílias com um rendimento inferior a 137$00 por dia e que mais de 30% de jovens estão fora do sistema de ensino por falta de condições dos pais.

«Antes tida pelo MpD como uma emergência reverter este quadro negro, mas o actual Orçamento do Estado não assegura nada disso e mais uma vez o povo comprou o gato por lebre», advertiu Barbosa Vicente.

Perseguição aos dirigentes do PP

Fazendo o balanço de um ano da legalização do Partido Popular, Barbosa Vicente fez questão de realçar que pôs tónica na justiça social e no reforço da qualidade da nossa democracia, mas advertiu que foi uma caminhada difícil com forte perseguição aos seus principais dirigentes. « A luta tem sido difícil e não foi impossível. Os dirigentes do PP têm sido alvo de perseguição, processos disciplinares, redução do salário, inquietação familiar, corte de energia eléctrica nas suas residências. Isto sem contar com multa de trânsito nas suas viaturas paradas frente das suas casas, entre outras inquietações».

Diante de tudo isto, Amândio Barbosa Vicente avisa que a luta é para continuar, porque Cabo Verde é dos cabo-verdinhos e que o PP fará tudo para que o seu estatuto e programa sejam um dia uma realidade no país.

É que, segundo salienta, o PP tem por missão servir os cabo-verdianos como uma opção política de causa voluntária e patriótica, baseada na ética, na democracia, na participação do cidadão nos negócios do Estado com transparência, responsabilidade e rigor.

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