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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Lisboa: Cabo-verdianos "apanham avião virtual" e viajam por todas as ilhas do país 06 Julho 2014

Cabo-verdianos, moradores no Vale da Amoreira (Barreiro, Portugal) - muitos a enfrentar o desemprego -, estavam comovidos: embarcaram no “voo 2835, com partida de Lisboa rumo a Cabo Verde". E pousou nas 10 ilhas da pátria amada. Num simulacro organizado pela Associação Cabo-verdiana local, que quis celebrar de forma inédita o aniversário da Independência,cada crioulo da margem sul do Tejo "viajou este 5 de Julho até à sua terra".

Lisboa: Cabo-verdianos

A ideia da Associação de Solidariedade Cabo-verdiana dos Amigos da Margem Sul do Tejo foi fazer com que cada cabo-verdiano revisse a sua ilha e as dos outros companheiros. Para isso, simulou um chek-in, onde davam a cada "passageiro" um passaporte e um tradicional colar de flores de papel utilizado nas populares festas de Kola San Jon.

Os viajantes entraram numa sala de embarque para ir nesse voo: um filme cuidadosamente preparado pelo jovem licenciado em Multimédia, Miguel Ventura, com aterragem em cada ilha. O voo acontecia ao som da música de Cesária, Bana, Ildo Lobo e Nancy Vieira, acompanhados de elementos informativos de carácter histórico, musical, cultural, quando não se aproveitava para fazer uma escala nas tradições deste Cabo Verde.

Mas a viagem ia continuar numa sala onde se podia rever peças de artesanato de diferentes ilhas bem como saborear pratos e doces que integram a gastronomia cabo-verdiana.

Luísa Brito, originária da ilha do Sal, e Fernanda Silva, natural de São Nicolau, presidente e vice-presidente desta associação de solidariedade e de interesse público, estavam orgulhosas dos momentos de alegria que conseguiram proporcionar aos seus patrícios.

Desde a sua tomada de posse em Abril, entre os 22 elementos que compõem a direcção, Luísa e Fernanda deram novo fôlego à instituição, criando sinergias com outras instituições e estimulando as pessoas a envolverem-se em diversas tarefas, nomeadamente a confecção de comida.

Conhecida como “A Associação cabo-verdiana do Vale da Amoreira” a instituição presta apoio a várias centenas de famílias, através do Banco Alimentar, distribuindo mensalmente uma ajuda em produtos frescos. Semanalmente distribui sopas e em breve vai abrir um balneário, onde as pessoas que já não podem pagar a água poderão fazer a sua higiene pessoal de forma gratuita.

Fernanda Silva referiu que esta zona do Barreiro, onde se juntam famílias de vários países de África, está afectada pelo elevado desemprego, havendo pessoas que não possuem documentos legais e por isso não têm acesso a quaisquer subsídios.

A festa prolongou-se pela tarde com música ao vivo, altura mais atraente para Armindo Gomes, um cabo-verdiano da ilha de São Vicente, 61 anos. Só soube da Independência de Cabo Verde em 1975, quando saiu no Japão de um navio grego, depois de muito tempo nos mares do mundo, se dirigiu naturalmente à embaixada portuguesa e lhe disseram: "Agora já tens o teu país!".

OL

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