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Luís Pires contradiz Jorge Nogueira: Foi uma cena triste e ridícula ver o presidente da CMSF a querer justificar o injustificável 07 Outubro 2017

O ex-Edil de S.Filipe Luís Pires, que é também presidente do Grupo Independente Por Amor Incondicional a São Filipe (GIPAIS), reafirma que há indícios de corrupção e que a edilidade sanfilipense vem funcionando “à margem da lei”. Por isso, exercendo o principio da réplica política, justifica ser “uma cena triste e ridícula” ver o Presidente da Câmara de São Filipe (CMSF), Jorge Nogueira, em claro tom de “desespero a querer justificar o injustificável”. No entender do ex-autarca, “não é acenando no ar a capa de um falso relatório que o edil justifica que as contas estejam certas”. Sobre a possibilidade da Câmara Municipal tornar público um primeiro conjunto de alegadas ilegalidades graves - de desvios de artigos e materiais de construção requisitados nas vésperas da campanha-, Luís Pires espera que o presidente não invente mais nada. « Nós estamos tranquilos e serenos, como sempre, porque quem não deve não teme», avisa LP.

Por: NICOLAU CENTEIO

Luís Pires contradiz Jorge Nogueira: Foi uma cena triste e ridícula ver o presidente da CMSF a querer justificar o injustificável

Num comunicado de imprensa GIPAIS chegado à redacção do ASemanaonline, Luís Pire começa por esclarecer sobre as contas de gestão da edilidade, que se segundo, diz , “estão erradas e foram aprovadas à margem da lei. Estamos perante uma conta de gerência incompleta, elaborada à martelada, amputando dados, apresentada na Câmara com quase 6 meses de atraso e com erros graves”.

Segundo a mesma fonte, haviam chamado a atenção da Câmara, dizendo que um documento tão importante não podia ser apresentado de forma avulsa. Diz ainda que, havia uma diferença no apuramento dos saldos, em claro incumprimento das instruções do Tribunal de Contas violando os artigos 54⁰, 55⁰ e 56⁰ da lei das Finanças Locais e, o mais grave ainda, omitindo as contas do Serviço Autónomo de Saneamento. Sendo assom, o GIPAIS pede a sua urgente correcção.

“O MPD elaborou erradamente as contas que foram, ilusoriamente aprovadas, na Câmara, apenas pelos vereadores daquele partido. Não é acenando no ar a capa de um falso relatório que o Sr. Presidente justifica que as costas estejam certas”, afirma Luís Pires.

Saldo fictício e projectos sem concurso

O ex-autarca diz ainda que o presidente da CMSF, fingindo-se de rigoroso, apresenta o saldo fictício como se fosse uma grande descoberta. Realça ainda que, “O saldo fictício se arrasta desde muito antes de 2012, foi relatado em todas as nossas contas enviadas ao Tribunal de Contas, solicitando a sua correcção, através de Orgãos de controlo externo próprios e competentes, designadamente - a Inspecção Geral das Finanças e o Tribunal de Contas e não deviam ser amputadas por vontade própria de cada um#8221. Pires garante que, a actual administração camarária teve todas essas informações na passagem dos dossiers em 2016 e já tinha conhecimento de duas inspecções solicitadas, uma em 2013 e outra em 2015.

Por isso, entende que a actual gestão camarária não podia optar pela amputação das contas, ignorando os saldos das gerências anteriores, “como se o Município de São Filipe tivesse sido criado a 28 de Setembro de 2016 e ninguém podia fazê-lo, obedecendo ordens de quem quer que seja, à margem da lei e a gosto do freguês”.

Mas as reações não ficaram por aí. LP carifica que de 2012 a 2016 gerindo, quase sem dinheiro, com grande sacrifício, imaginação e criatividade, acelerou-se, “como nunca, o ritmo do desenvolvimento de São Filipe. Mesmo sem orçamento, maldosamente não aprovado, sendo o Sr. Jorge Nogueira um dos culpados, no meio de uma seca terrível e da erupção vulcânica, deixamos milhões de contos em projectos, herança que corre, agora, sérios riscos de ser desbaratada por esta nova Câmara que até ainda não trouxe nenhuma novidade a São Filipe”.

Por isso, questiona a esta “Câmara preguiçosa, sem visão, sem ideias e sem projetos, se deixamos ou não deixamos mais do que 200 mil contos para as obras escolares que estão em curso? Se deixamos ou não deixamos meio milhão de euros para a requalificação de Salinas e respetiva estrada de acesso? Se deixamos ou não deixamos 147 mil contos em materiais de canalização, quadros elétricos, reservatórios, estações de bombagem e todos os acessórios para levar a água de São Pedro a Campanas de Cima? Se deixamos ou não deixamos 60 mil contos para o Centro de Estágio Desportivo? Se deixamos ou não deixamos uma negociação com o estado de Cabo Verde para a construção do Ecoparque de São Filipe que pode atingir os 150 mil contos, entre outros? Grande cuidado Sr. Presidente porque quem herdou tanto dinheiro, não podia estar ainda à espera de mais boleias do que já apanhou!”

Em relação as obras das Escolas de Patim, Campanas de Baixo, escola grande e conclusão do campo de São Lourenço, Luís Pires reafirma que “foram realizadas à margem da Lei sem concursos públicos porque se tivessem sido lançados teriam que passar obrigatoriamente pela Homologação da Câmara”.

Referindo-se às reuniões camararias, LP diz que “demagogicamente e para enganar aqueles que não conhecem a lei e as convocatórias da Câmara, o Sr. Jorge Nogueira mistura propositadamente as reuniões de 2016 com as de 2017, mas mesmo assim é notória a ilegalidade na realização das reuniões mensais e obrigatórias. O Jorge Nogueira devia saber que reuniões extraordinárias não substituem as ordinárias. Os dados que nós temos e que são indesmentíveis, mostram que em matéria de reuniões ordinárias e obrigatórias anda a cometer ilegalidades graves”

Referindo-se à possibilidade de Câmara Municipal tornar público um primeiro conjunto de de alegadas ilegalidades graves de desvios de artigos e materiais de construção requisitados nas vésperas da campanha, Luís Pires espera que “o presidente não invente mais nada. Nós estamos tranquilos e serenos, como sempre, porque quem não deve não teme”.

Sobre a entrada de funcionários na Câmara sem concurso, líder do Grupo Independente Por Amor Incondicional a São Filipe (GIPAIS), desafia o Presidente da Câmara a apresentar um único caso que seja, nos 4 anos da gestão de Luís Pires. “Também aqui JN tem que deixar de fingir-se de rigoroso, evitando a entrada de novos funcionários na Câmara sem concurso, mesmo nos casos de recrutamento temporário porque ele sabe que foi eleito pela minoria e sabe também que os jovens na sua grande maioria não votaram nele”, disse. Para o mesmo, o actual edil precisa estudar alguns conceitos e adoptar boas práticas de gestão. “Está definitivamente provado que o Jorge Nogueira vem faltando escandalosamente à verdade».

Conclui o ex-presidente da Câmara Municipal de S.Filipe do Fogo de que o GIPAIS continua com os braços estendidos para ajudar os municipes. «Por amor incondicional a São Filipe, nós queremos unir São Filipe e promover o bem comum. Estaremos sempre juntos, sempre que estiverem em causa os supremos interesses do desenvolvimento”

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