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Mais de 2 mil óbitos por cólera e 17 milhões com fome no Iemén 13 Julho 2017

Está a ser uma emergência mundial a situação que se vive na República do Iémen. A Organização das Nações Unidas espera que a comunidade internacional contribua com pelo menos US $ 200 milhões para se atenuar os efeitos dramáticos do surto de cólera que assola o país – há cerca de dois mil óbitos, atingindo sobretudo crianças.

Mais de 2 mil óbitos por cólera e 17 milhões com fome no Iemén

A instituição que tem António Guterres como seu Secretário-geral alerta que será forçada a "reprogramar" os recursos etiquetados para poder combater a desnutrição no Iémen, que está sendo agravada com a com fome que, em março último, atingiu 17 milhões de cidadãos.

"Esta epidemia de cólera sem precedentes enfraqueceria ainda mais os recursos e a resiliência que as pessoas tiveram nos últimos dois anos e meio desta guerra", disse Jamie McGoldrick, coordenador humanitário do Iêmen, a jornalistas em Genebra.

300 mil casos de cólera e cerca de 2 mil óbitos

A situação é dramática no Iémen. Agora existem 313.538 novos casos suspeitos de cólera e 1.732 óbitos, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários ( OCHA ).

Crianças de até 15 anos mais afectadas

Diz a mesma agência que cerca de 40 por cento dos casos suspeitos e uma quarta parte das mortes estavam entre crianças menores de 15 anos, particularmente as desnutridas. Adultos maiores, mulheres grávidas e pessoas com condições de saúde crónicas estavam entre os maiores riscos de morte.

2 milhões de novos necessitados de ajudas

"Tudo isso é inteiramente feito pelo homem, como resultado do conflito", disse. McGoldrick por telefone de Amã, na Jordânia, citado pela Onunews. Ele observou que dois milhões de pessoas adicionais foram adicionadas à carga de casos humanitários desde o início do ano como resultado do surto de cólera, a fome iminente e o colapso económico.

Conforme a mesma fonte, os humanitários não estavam tão adiante como deveriam ser em termos de resposta da cólera, principalmente devido ao fato de que eles não tinham recursos suficientes para expandir suas operações para áreas onde os profissionais de saúde estavam trabalhando sem pagamento.

17 milhões passam a fome

"O sistema actual está em colapso completo", acrescentou McGoldrick. É que, Março último, aproximadamente 17 milhões de cidadãos do Iêmen – equivalente a dois terços da população do país - necessitavam de assistência urgente para evitar o risco de morrerem de fome nos próximos meses, alertou a ONU.

ONU precisa US $ 2,1 bilhões

Mas esta recebeu apenas um terço dos US $ 2,1 bilhões que procurou fornecer comida para os que enfrentam fome no Iêmen; Separadamente, ONU fez um apelo para o financiamento de $ 250 milhões para o combate à cólera, mas recebeu somente US $ 47 milhões.

"As agências tiveram que usar recursos que eles tinham programado de outra forma, por exemplo, para segurança alimentar ou desnutrição", fez questão de realçar McGoldrick, citado pela Onunews.

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