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Meliá Dunas: O “mundo” dentro de um resort 25 Outubro 2014

A holding inglesa The Resort Group inaugura este sábado, 25, o seu segundo empreendimento turístico na ilha do Sal – o Meliá Dunas Beach Resort & Spa, um all-inclusive de cinco estrelas que custou 120 milhões de euros e tem capacidade para receber à volta de 100 mil turistas por ano. É o maior resort jamais construído em Cabo Verde e promete levar o “mundo” para dentro do empreendimento. A inauguração deste hotal, o segundo do grupo no Sal, será presidida pelo Primeiro-Ministro, José Maria Neves. Mas o The Resort Group não vai ficar por aqui. O grupo pretende investir forte na ilha da Boa Vista e construir um hotel de negócios na Praia.

Meliá Dunas: O “mundo” dentro de um resort

A cinco minutos de carro da cidade de Santa Maria e a 15 do Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, o Meliá Dunas Beach Resort é o sonho de férias de qualquer turista. Erguendo-se frente a uma praia arenosa em cujas águas existe um recife de coral com uma variedade exuberante de fauna e flora, este empreendimento não deixa ninguém indiferente, nem mesmo as pessoas do meio turístico da ilha, como Agnelo Martins. “O resort terá um impacto enorme na ilha do Sal. Estamos a falar de um colosso, que vai absorver muita mão-de-obra, entre 850 e 900 pessoas e que promete oferecer um serviço de primeira qualidade. É uma obra fantástica. Tomara que outras do género venham para Santa Maria!”, exclama.

O Meliá Dunas Beach Resort coloca à disposição dos seus clientes seis restaurantes e 14 bares, cinco piscinas para adultos e duas para crianças. Oferece ainda um spa, fitness club e áreas desportivas para os hóspedes cuidarem do físico. O empreendimento hoteleiro que já tem uma sólida carteira de reservas começou a ser construído em Setembro de 2010. Foram erguidas 1.247 propriedades, compreendendo 88 suites normais e duas de cortesia, sete vivendas com cinco quartos, 47 vivendas com três quartos e 1.063 apartamentos de um, dois e três quartos. Desse total, 1100 propriedades foram adjudicadas para exploração turístico-hoteleira, o que produzirá um benefício económico e social extraordinário para a ilha do Sal e para Cabo Verde.

Associados ao hotel e ao resort – que vão ser geridos pela Meliá Hotels Internacional com base num acordo assinado com o TRG – estão um clube de praia, um mini-clube de crianças, oito piscinas, dois bares de apoio a estas infraestruras aquáticas, discoteca e sports bar, sete restaurantes, um ciber-café, ginásio, Yhi Spa, mercearia, 20 lojas de roupa, zonas de entretenimento, pavilhão para casamentos, um centro de conferências, posto médico, quatro bares, salas de reunião, lavandaria, entre outros.

Meliá Tortuga e Llana Beach

O Meliá Dunas Beach Resort é o segundo empreendimento hoteleiro da holding inglesa The Resort Group na ilha do Sal - depois do Meliá Tortuga Beach Resort & Spa, situado na ZDTI de Ponta Preta, e que representa um investimento de 60 milhões de euros. Bem mais pequeno que o Dunas Beach Resort, o Meliá Tortuga Beach Resort possui 372 propriedades, integrando 14 suites, 12 vivendas com quatro quartos e 40 com três compartimentos. E ainda 306 apartamentos com dois quartos cada. Também no Meliá Tortuga existe um total de 286 apartamentos que foram adjudicados ao Meliá Hotels Internacional para que este os explore como hotel-resort. Neste conjunto há um clube de praia, mini-clube de crianças, quatro piscinas e um bar de apoio para quem as frequenta, dois bares, dois restaurantes, ciber-café, ginásio, centro médico, de entre outros equipamentos.

Importa realçar que nos primeiros sete meses – iniciou a sua operação comercial em Maio de 2011 – o Meliá Tortuga Beach Resort recebeu 10.920 turistas. “O hotel apresenta uma taxa de ocupação superior a 70% e emprega uma média de 260 pessoas, cerca de 95% das quais são cabo-verdianos. Em 2012 registou cerca de 21.555 entradas”, refere o TRG.

A holding inglesa The Resort Group tem ainda em construção, na ZDTI da Ponta Preta, o Llana Beach Hotel & SPA – um investimento de 50 milhões de euros. É um hotel com 601 suites, projectado pelo renomado arquitecto Álvaro Sanz, que assina os melhores hotéis da cadeia Meliá Hotels Internacional. A beleza deste empreendimento levou a que quase todos as suas 601 suites fossem vendidas antecipadamente a investidores privados numa operação de charme realizada em Londres em Setembro de 2011, e que contou com a presença da Cabo Verde Investimentos (CI).

Todas as suites foram adjudicadas ao Meliá Hotels Internacional, que vai gerir o hotel sob a sua marca. Esta unidade deve ficar pronta em 2016, oferecendo sete piscinas com dois bares de apoio, discoteca, ciber-café, ginásio, clube de praia, centro médico, loja de conveniência, ouriversaria, quatro bares, pavilhão de casamentos, teatro/sala para banquetes, lavandaria, escritórios, salas de reunião, armazéns, entre outros.

De olho na Boa Vista e hotel de negócios na Praia

No total, o grupo vai investir na ilha do Sal mais de 250 milhões de euros. Mas não pretende ficar por aqui. Já negociou com a Sociedade de Desenvolvimento Turístico da Boa Vista e Maio (SDTIBM) a aquisição de lotes de terreno na sub-zona do Porto de Santa Mónica, onde pretende erguer seis resorts, num total de 4.373 quartos sobre uma extensão de 77 hectares de terreno. O primeiro resort da holding inglesa na Boa Vista – o “White Sands Hotels & Spa” – terá 835 unidades de alojamento. A sua construção deverá começar em Setembro de 2015, prevendo-se que o hotel esteja pronto em finais de 2017.

Os investidores ingleses do TRG também responderam positivamente ao repto que lhes foi lançado pelo Primeiro-Ministro José Maria Neves, em Janeiro de 2013, e comprometeram-se a construir um hotel de negócios na Praia, uma ideia logo abraçada pela Câmara Municipal da capital. As negociações com o grupo Hilton estão avançadas e deverão consumar-se nos próximos tempos com uma decisão positiva para todas as partes, perspectiva Robert Jarrett, chairman do grupo.

O The Resort Group, refira-se, é um grupo britânico com sede em Gibraltar e Escritórios em Derby e Cabo Verde. Está envolvido em projectos turísticos, únicos pela sua qualidade e singularidade, em três continentes: Europa, América do Norte e África. O grupo começou a operar como promotor imobiliário, mas a crise que atingiu este sector em 2007/2008 ditou a sua transformação num operador turístico-hoteleiro, área a que se dedica em Cabo Verde. A sua estratégia passa por se concentrar em um ou dois projectos de cada vez por forma a dar-lhes toda a atenção. Esta política tem proporcionado ao TRG um enorme sucesso em Cabo Verde, uma reputação de excelência no cumprimento das suas obrigações e promessas.

Antes de aportar em Cabo Verde, o TRG desenvolveu outros projectos, entre os quais o “Casares del Sol”, um resort com 527 imóveis na região de Costa del Sol em Espanha. Também juntou forças com a Trump Organisation para promover um empreendimento em Toronto, Canadá, o primeiro projecto do grupo de Donald Trump fora dos Estados Unidos da América.

Recursos necessários para transformar todos os projectos em realidade? Mobiliza-os no mercado mundial, essencialmente no Reino Unido, através da venda das unidades de alojamento que, simultaneamente, são dispensadas para exploração hoteleira, através de um “Rental Agreement”. Para garantir a manutenção das infraestruturas comuns e equipamentos hoteleiros pertencentes ao grupo, criou uma outra empresa, a Beach Resort Management Company.

Constânça de Pina

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