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Memorial para honrar veteranos cabo-verdianos está a nascer nos EUA 08 Outubro 2017

Um memorial para homenagear os cabo-verdianos que lutaram nas Forças Armadas americanas ao longo dos anos, começou este mês a ser construído em Exeter, Rhode Island, e deverá ser inaugurado no início do próximo ano. A ceremónia de lançamento do projecto aconteceu, esta semana nos EUA, onde esteve presente o chefe do Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca.

Memorial para honrar veteranos cabo-verdianos está a nascer nos EUA

O projeto foi lançado esta semana numa cerimónia com 200 pessoas que contou com a presença do presidente de Cabo Verde, do senador Sheldon Whitehouse e de Avelino Rose, um veterano cabo-verdiano de 93 anos.

Avelino alistou-se nas Forças Armadas em 1943, poucos anos depois de chegar aos EUA, e começou o seu serviço construindo pistas de aeroporto na Flórida. Mais tarde foi destacado para a China, India e Burma. Segundo ele, em todos os locais encontrava imigrantes cabo-verdianos com o uniforme dos EUA e cantavam canções de Cabo Verde para passar o tempo.

Outra referência é a Presidente do projeto, Lucy Rose, filha de um imigrante cabo-verdiano que combateu pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. "O meu pai foi um veterano da Segunda Guerra Mundial. Ele e a minha mãe descansam agora. O meu irmão John serviu dois destacamentos no Vietname. Embora eu nunca consiga perceber tudo aquilo porque passaram, eles e todos os outros cabo-verdianos merecem saber que os honramos e apreciamos", explica Lucy Rose.

Durante a cerimonia, o senador Whitehouse lembrou o actual debate político nos EUA, dizendo que é sempre correto reconhecer, especialmente neste momento da história, que a América tem sido uma nação de imigrantes durante séculos.
"O que é realmente especial sobre estes veteranos é que eles vieram para os EUA em busca de oportunidades, sim, mas também para servir", disse o responsável pela Guarda Nacional de Rhode Island, Christopher P. Callahan.

Já o diretor do Escritório para Assuntos de Veteranos, que também participou na cerimónia, lamentou a "divisão" actual na sociedade americana e disse que monumentos como o que será construído ajudam as comunidades a unir-se e lutar contra a intolerância.

Recorde-se que a imigração de Cabo Verde para os EUA teve o seu início no século XIX, quando homens destas ilhas embarcavam nas baleeiras americanas. Estima-se que hoje existam perto de 100 mil cabo-verdianos no país, sobretudo nos estados de Rhode Island, Massachusetts e Califórnia.

Fonte: C/Lusa

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