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Miguel Monteiro do MpD rebate: Carece de credibilidade a afirmação do secretário-geral do PAICV que democracia está a regredir 09 Agosto 2017

O secretário-geral (SG) do MpD (poder), Miguel Monteiro disse, hoje (08), que “carece de credibilidade” a afirmação do SG do PAICV que a democracia está a regredir e a tese sobre “os atentados contra a liberdade de imprensa”.

Miguel Monteiro do MpD rebate: Carece de credibilidade a afirmação do secretário-geral do PAICV que democracia está a regredir

“Basta ler os vários jornais digitais que hoje existem no país para se chegar à conclusão de que não são submissos, nem ao Governo, nem ao MpD (Movimento para a Democracia)”, precisou lembrando ainda que basta “acompanhar com atenção” os alinhamentos do telejornal e as emissões da televisão e da rádio públicas para se chegar à conclusão de que seguramente não estão ao serviço do executivo ou do partido que o suporta no Parlamento.

O SG do MpD, que falava em conferência de imprensa, desafiou os responsáveis do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (oposição) a apontar factos que provam a existência de atentados contra a liberdade de imprensa.

“O PAICV, pelo facto de repetir esta cantilena, pensa que transforma as suas acusações infundadas em verdade”, disse Miguel Monteiro que acusa os dirigentes desse partido de “tentativa de criar factos políticos sem credibilidade”.
Relativamente à partidarização da administração pública, Monteiro disse que os dirigentes do PAICV “falharam”, quando tiveram a oportunidade de demonstrar que estavam efectivamente “engajados” com a despartidarização da administração pública.

“Votaram contra a lei das incompatibilidades que impunha a não acumulação do exercício de cargos de direcção partidária, com cargos de direcção e de administração na administração pública e em empresas públicas”, indicou Miguel Monteiro, para quem os responsáveis do PAICV continuam a sua “cruzada persecutória em relação à empresa Binter, a novel transportadora aérea nacional.

Privatizações e desemprego

“Em cada declaração, em cada discurso, trazem a Binter ao terreiro, chegando ao ponto de denunciar corrupção no processo de saída da TACV nos voos domésticos, sem indicar um único facto que indicie corrupção”, sublinhou.

No concernente às empresas a serem privatizadas e anunciadas pelo Governo, deixou transparecer que “são conhecidos os problemas ideológicos do PAICV”, embora os seus dirigentes “não os assumam”.

“É caricato que queiram que cadernos de encargos sejam publicitados com a lista das empresas a privatizar”, apontou Miguel Monteiro, esclarecendo que “as privatizações são feitas com base na lei e nas exigências impostas pela lei”.

Quanto ao desemprego, contraria os dados apresentados pelo PAICV, informando que os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que nunca Cabo Verde teve tantas pessoas a trabalhar e que “mais de 209.000 cabo-verdianos estão a ter rendimentos”.

O PAICV havia denunciado o aumento do desemprego de 12,4%, em 2015, para 15%, em 2016, assim como um aumento do desemprego jovem de 28 para 41%, com as principais cidades do país (Praia, Mindelo e Assomada) no centro das atenções. Fonte: Inforpress

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