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Ministro Gilberto Silva: Estudos levantam dúvidas sobre continuação das obras da barragem da Ribeira Principal na ilha de Santiago 27 Junho 2017

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva admitiu, hoje(26), na sequência do debate parlamentar sobre a agricultura, que estudos preliminares apontam se se deve continuar ou não com as obras de construção da barragem da Ribeira Principal, interior da ilha de Santiago.

Ministro Gilberto Silva: Estudos levantam dúvidas sobre continuação das obras da barragem da Ribeira Principal na ilha de Santiago

“Temos recomendações muito sérias sobre riscos inerentes à construção da barragem de Principal”, precisou o governante à margem do debate sobre o sector do agro-negócio realizado esta segunda-feira na Assembleia Nacional.

Durante o debate, o ministro da Agricultura e Ambiente anunciou, ainda, que os técnicos aconselham que “não vale a pena desassorear e fazer obras na barragem de Canto Cagarra, porque custa muito mais caro do que a própria barragem”.

Segundo a Inforpress citando o ministro, foram investidos 658 mil contos na barragem de Canto Cagarra, “que daqui a poucos anos vai ficar completamente assoreada”.

Gilberto Silva explicou, por outro lado, que a referida infraestrutura hidráulica foi construída sobre uma nascente que dava 600 metros cúbicos de água por dia.

Medias e futuro da Barragem de Campo de Cagarra

“Felizmente, os agricultores de Santo Antão são muito inteligentes e conseguiram, de facto, salvar a nascente e vamos fazer de tudo para que possam ter água a partir da nascente e poderem desenvolver a sua agricultura”, afirmou o governante.

Para fazer face aos desafios que se lhes colocam, o Governo, na perspectiva de Gilberto Silva, tem “medidas de política agrária”, em que privilegia o desenvolvimento de unidades familiares individuais, cooperativas de produção e empresas “tecnologicamente modernas, rentáveis e ambientalmente sustentáveis”.

No domínio da agricultura, assinalou a “massificação” de culturas protegidas, sobretudo as voltadas para a produção hortícola, a fruticultura e o cultivo de leguminosas, em substituição do milho nos estratos sub-húmidos e semiárido, enquanto na área da silvicultura preferir falar da manutenção das áreas protegidas de altitude e dos demais perímetros arborizados para a protecção de solos, integrando a arboricultura fruteira nas encostas do estracto sub-húmido.

A nível da transformação agro-pecuária, o governante defende “maior produção” de queijos, vinhos, frutas secas, compotas e doces, assim como café para nichos especiais, charcutaria e outros produtos transformados com valor acrescentado.

Anunciou, por outro lado, que antes de Setembro vai ser ultimado um estudo sobre a água para a irrigação, a fim de se obter subsídios para a implementação de modelos de gestão “mais assertivos”.
“A mobilização e o armazenamento da água, bem como a massificação de sistemas fotovoltaicos para a bombagem são prioridades”, precisou o ministro da Agricultura.

Ainda conforme a agência cabo-verdiana de notícias, no concernente ao escoamento dos produtos agrícolas, o governante afirmou que o Governo vai equacionando os constrangimentos inerentes aos transportes marítimos e que, em articulação com os municípios, vai investir na construção de estradas de penetração e outras acessibilidades importantes para o escoamento dos produtos agrícolas.

“Não posso deixar de frisar que temos que enfrentar a resolução de muitos problemas herdados da governação anterior”, lamentou Gilberto Silva, citando casos de infra-estruturas e equipamentos que “funcionam mal ou não funcionam devido a grandes falhas técnicas ou porque não foram implementadas medidas adequadas de gestão”, refere a fonte que cimos citando.

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