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Criminalidade com assaltos a mão armada por polícias: Ministro da Administração interna confirma investigação a agentes da PN 17 Setembro 2017

O Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, confirmou, hoje (16), que três agentes da Policia Nacional estão sob investigação por suspeita de terem participado em assaltos - terão sido apanhados por câmaras de vigilância a roubar em residências na ilha de Santiago. Oficias da PN dizem tratar-se de uma prática nova grave em termos da segurança do Estado, já que os policiais devem estar empenhados em combater a onda de assaltos e sequestros que se tem registado actualmente em Cabo Verde e não participar nesses crimes.

Criminalidade com assaltos a mão armada por polícias: Ministro da Administração interna confirma investigação a agentes da PN

Segundo fontes deste jornal, dois dos agentes suspeitos desses assaltos a residências na ilha maior de Cabo Verde são elementos da Brigada da Investigação Criminal e um da Polícia Fiscal. A PJ já efectuou buscas nas residências dos três suspeitos, nas localidades de Achadinha e Calabaceira, na Cidade da Praia.

O caso, tido como sendo inédito entre os policiais, está abalar a imagem da instituição, porque, segundo juristas, constitui um crime grave de assalto a mão armada e de abuso do poder. Por isso, está a criar uma onda de insatisfação no seio da sociedade cabo-verdiana, já que a segurança é garantida sobretudo pela Polícia Nacional.

Questionado sobre essa nova ocorrência grave na PN, o Governo, através do ministro da Administração Interna , afirma ter conhecimento da investigação que envolve este caso e diz que a Polícia é uma instituição centenária constituída por mais de 1.800 efectivos. Paulo Rocha acrescenta que o que aconteceu com os três efectivos suspeitos de assaltos não pode desmotivar a corporação.

O governante anuncia, no entanto, que as medidas que tiverem de ser tomadas serão tomadas para o “bem da instituição e para o moral de todos”, isto apesar de garantir que esta situação “não vai afectar a corporação policial”.

Recrutamento e rigor

Seja como for, há quem advirta para mais rigor no recrutamento dos agentes da PN, que devem ser exemplos no combate a crimes, com destaque para os de assaltos a mão armada e corrupção.

Leitores do Asemanaonline advertem, por exemplo, para a necessidade de se rever os requisitos para a entrada nas diferentes polícias, de um modo geral. Porque trabalham com presos perigosos, apelam ainda para um recrutamento mais rigoroso de guardas prisionais, alertando que a lista dos 50 agentes recentemente admitidos contém elementos, cujo passado recente - em termos de comportamento e idoneidade - deixa muito a desejar.

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