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Parlamento: Ministro das Finanças acusa PAICV de criar ruídos que podem prejudicar o negócio dos TACV 30 Novembro 2017

O ministro das Finanças acusou, nesta quarta-feira,,29, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) de estar a criar “ruídos” que podem pôr em causa a conclusão do processo de negociação para a reestruturação dos TACV.

Parlamento: Ministro das Finanças acusa PAICV de criar ruídos que podem prejudicar o negócio dos TACV

Olavo Correia fez essa acusação ao maior partido da oposição durante a interpelação ao Governo sobre os transportes aéreos, solicitada pelo PAICV nesta sessão parlamentar de Novembro, referindo que “uma coisa é pedir informação e outra coisa é lançar suspeitas sem fundamentações”, tendo garantido que o Executivo está a trabalhar para trazer soluções, quer para os transportes aéreos domésticos como internacionais.

“Cada vez que vocês veem com uma suspeita infundada, com uma denúncia sem qualquer fundamentação, trazendo para a praça pública empresas que estão cotadas nas bolsas internacionais, criam ruídos em relação ao processo que podem pôr em causa a própria conclusão do mesmo”, disse o ministro citado pela Inforpress.

Conforme a mesma fonte, o ministro indicou que o Governo vai, no momento próprio, disponibilizar toda a informação ao PAICV e à sociedade cabo-verdiana para que seja analisada, sublinhando que não há razões para se criar uma “cortina de fumo” à volta desse processo, apensas para que haja um quadro sem solução, visto que até os órgãos da República intervêm no processo, nomeadamente a Procuradoria, o Presidente da República e o Parlamento.

Olavo Correia lembrou que em relação aos processos enviados à Procuradoria Geral da República quanto à gestão dos TACV pelo PAICV, a mesma comunicou que estão em causa “suspeitas de práticas ilícitas penais, de infidelidade e participação ilícita no negócio”, acrescentando que o Executivo está em condições de garantir transportes domésticos “eficientes, regular, seguro e a um bom preço”.

Quanto aos voos internacionais, o titular da pasta das Finanças informou que o Governo está a trabalhar numa solução para “viabilizar” os TACV internacional, porque o que faltava à empresa era a gestão, razão por que neste momento é de se criar valores à empresa, com um parceiro estratégico, para depois avançar para o processo de privatização em curso.

Olavo Correia que respondia às questões colocadas por alguns deputados da oposição, entre eles a líder da bancada parlamentar do PAICV, Janira Hopffer Almada, explicou que a dívida que Governo do Movimento para a Democracia (MpD) teve que assumir, vai ser compensada com a venda da empresa e com a alienação do activo que está sendo construído.

Oposição denuncia falta transparência e ministro da Economia esclarece

Ao questionar o Governo, Janira Hopffer Almada lembrou que os 12 milhões de contos da dívida dos TACV, 7 milhões são da responsabilidade do MpD, já que 5 milhões foram herdadas do MpD em 2001, pelo PAICV, e 2 milhões, depois do MpD ter voltado para o Governo em 2016.

“Tudo o que este Governo está a fazer é intransparente, os cabo-verdianos precisam saber que o Governo faz o negócio, não dá nenhuma informação”, ressaltou, segundo a Inforpress, a líder da bancada parlamentar do PAICV, sublinhando que o contrato com o Icelandair só pode ser “draconiano”, já que o Governo não está a facultar o mesmo.

Ao intervir na interpelação, o ministro da Economia, José Gonçalves, explicou que o custo do sigilo no processo das negociações com o Icelandair, foi com o intuito de poupar ao Estado, em última instância, o contribuinte cabo-verdiano, cerca de 50 milhões de dólares, caso esse assunto fosse tratado em praça pública e em nome da “propalada transparência”, teria que ser pago esse montante, o que resultaria numa companhia (TACV) liquidada.

“Os transportes aéreos em Cabo Verde, hoje, estão bastante melhores bem servidos do que há 19 meses quando este Governo tomou posse. Não temos poupados esforços para encontrar soluções arrojadas e sustentáveis, tanto para os transportes domésticos como para internacional”, observou.

Com o MpD a defender as decisões do Governo e o PAICV a pedir esclarecimentos, os deputados Rui Semedo, João Baptista Pereira, Nuias Silva, Julião Varela e José Maria Gomes da Veiga (todos do PAICV), quiseram saber, de entre outros, se o Governo cabo-verdiano defendeu os interesses de Cabo Verde no negócio com Icelandair.

Entretanto, a interpelação ao Governo sobre os transportes aéreos, fixada pelo Parlamento em três horas, foi suspensa e vai continuar nesta quinta-feira, 30, com Janira Hopffer Almada a fazer uso do “114” já que disse sentir-se ofendida pelo facto de o ministro das Finanças ter dito que o PAICV está a “criar ruídos no processo das negociações sobre os TACV”, refere a agencia cabo-verdiana de noticias.

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