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Ministro das Finanças:É urgente modernizarmos a nossa agricultura e pecuária 07 Dezembro 2017

O ministro das Finanças, Olavo Correia, presidiu, esta quarta-feira, 06, na Praia, ao acto de abertura do Workshop Sub-Regional dos Países Insulares com foco no combate e mitigação dos riscos e na redução das vulnerabilidades. O governante defendeu que “é urgente mudar e modernizar a agricultura e pecuária”, porque, segundo defendeu, a pobreza tem um rosto rural. Por isso, realçou que a nossa na resiliência terá que passar pelas mudanças tanto da agricultura como da pecuária e de forma geral, “na nossa forma de relacionamento com o meio envolvente”.

Ministro das Finanças:É urgente  modernizarmos  a nossa agricultura e pecuária

“Temos que perceber que no nosso país a seca é a regra e a chuva uma exceção. Todas as nossas atitudes e ações têm até agora sido moldadas de acordo com uma situação virtual. É preciso que mudemos, modernizando a nossa agricultura e pecuária”, disse Olavo Correia, ao sublinhar que “estamos hoje confrontados com uma das mais severas secas desde a nossa independência” – o que, no seu entender, não deixa de ser “uma oportunidade para começarmos a mudar a forma como nos relacionamos com o nosso meio envolvente”.

Segundo o titular da pasta das Finanças, é efetivamente vital que tenhamos competências institucionais de modo a intervir e gerirmos da melhor forma possível a resiliência. “E quando falamos da resiliência, estamos obrigatoriamente a falar de pessoas. Temos que trabalhar para eliminar a pobreza, ao invés de a administrar. E, a pobreza tem infelizmente um rosto rural” disse em reforço o Governante, ao sublinhar “a urgência da modernização dos nossos sistemas agrícola e pecuário, bem como na mudança das nossas atitudes, práticas e políticas de modo a eliminarmos a pobreza”.O governante concluiu que “falar da nossa resiliência é igualmente falar da nossa agricultura e pecuária e das suas ligações com o turismo, criando uma cadeia de valor.

Olavo Correia enalteceu a realização deste encontro, que terminou nesta quarta-feira, na cidade da Praia. No seu entender, foi uma iniciativa que muito prestigiou Cabo Verde como país insular e que permitiu a partilha de experiencia entre os países participantes, focada na criação de ferramentas para a mitigação da resiliência.

Por seu turno, a representante do PNUD em Cabo Verde, Ilaria Carnevali, disse, em substituição da coordenadora residente do sistema das Nações Unidas (ONU) em Cabo Verde, Ulrika Richardson, que a necessidade de desenvolvimento sustentável para os cidadãos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento é uma urgência. Enfatizou a importância destes países que conseguirem formular políticas públicas capazes de alicerçar as resiliências ambientais, económicas e sociais, por forma a garantirem a sua estabilidade. Esta responsável reforçou o compromisso das Nações Unidas em apoiar a agenda de resiliência de Cabo Verde, através da implementação da Agenda 2030.

Este workshop tem como objetivo, além do fomento da partilha entre os países participantes, examinar possíveis próximas etapas a fim de fomentar o uso do Perfil de Vulnerabilidade e Resiliência do País (PVRP), desenvolvido pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU (ONU-DESA). Participam neste encontro, representantes da Guiné Bissau, Seicheles e São Tomé e Príncipe.

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