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Moçambique: Auditoria sugere intervenção Britânica no caso das dívidas ocultas 29 Agosto 2017

A auditoria às dívidas ocultas de Moçambique sugere que as autoridades britânicas sejam chamadas a apurar se o Credit Suisse cumpriu a lei ao emprestar o dinheiro, anunciou um boletim periódico sobre o país lusófono.

Moçambique: Auditoria sugere intervenção Britânica no caso das dívidas ocultas

Em causa estará a ausência de procedimentos para saber o destino final do dinheiro emprestado e de diligências adequadas a casos em que há figuras politicamente expostas, como aconteceu, refere-se na edição de sexta-feira do Mozambique News Reports and Clippings.

Joseph Hanlon, autor do boletim, cita o relatório completo da auditoria, segundo o qual a Procuradoria-Geral da República de Moçambique deve pedir, «no âmbito dos acordos de assistência jurídica mútua em matéria penal, que as autoridades do Reino Unido solicitem os detalhes da documentação de devido procedimento aprimorado do Credit Suisse».

O relatório completo da auditoria terá sido distribuído na última semana a doadores, refere o autor, e não conseguiu obter aquela documentação solicitada ao banco - um dos envolvidos nas dívidas ocultas, a par do VTB.

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que em julho visitou Moçambique deixou Maputo sem anunciar quando é que a instituição poderá retomar o apoio financeiro ao país.

Em vez disso, o FMI voltou a pedir ao governo que ajude a esclarecer para onde foi a maioria dos dois mil milhões de dólares de dívidas ocultas do Estado, contraídas entre 2013 e 2014, sob a presidência de Armando Guebuza.

«Persistem lacunas de informação essencial que carecem de ser resolvidas, no que concerne ao uso dos proveitos dos empréstimos», disse o chefe da missão Michel Lazare, citado num comunicado distribuído pelo FMI a 20 de julho.

Esta declaração surge depois de as três empresas públicas que contraíram as dívidas se terem recusado a dar informações à consultora Kroll.

Esta recusa foi destacada pela negativa no sumário executivo da auditoria que em junho concluiu que as empresas (Ematum, Proindicus e MAM) e respetivos projetos de pesca de atum, defesa das águas territoriais e manutenção de embarcações serviram apenas de fachada para os bancos emprestarem dinheiro. Fonte: Lusa

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