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Moçambique: Congresso do FRELIMO vai «limitar-se a conduzir ajustes minimalistas» 24 Setembro 2017

Académicos moçambicanos ouvidos pela Lusa consideram que o 11.º congresso da Frelimo, que tem como líder o actual Presidente Filipe Nyusi, vai « limitar-se a produzir ajustes minimalistas» internos. A magna reunião está prevista, de 26 de Setembro
a 1 de Outubro próximo, em Maputo.

Moçambique: Congresso do FRELIMO vai «limitar-se a conduzir ajustes minimalistas»

«As mudanças que podem ser esperadas serão ajustes minimalistas para que, pelo menos, a Frelimo [Frente de Libertação de Moçambique] se coloque em posição de conseguir ganhar as próximas eleições», declarou José Jaime Macuana, comentador e docente na Universidade Eduardo Mondlane.

A relutância do partido em mudar foi um fator destacado por José Macuana para caracterizar o partido, numa altura em que o contexto político e social gera contestação e críticas de vários atores da sociedade - após um ano em que a inflação chegou a 25%, depois de rebentar o escândalo das dívidas ilícitas contraídas pelo Estado entre 2013 e 2014.

«A Frelimo, em parte, não tem a força necessária para fazer as mudanças de que precisamos», referiu Macuana.

Como exemplo, aponta a falta de opções no capítulo da economia, ´principalmente na condição em que estamos, de um Estado que se apresenta economicamente falido´, sustentou o docente universitário.

Para o académico, o país precisa de uma liderança ´ousada e criativa´ com capacidade de pensar ´fora da caixa´.

«Não me parece que tenha havido um pensamento ousado até então. Mas, de qualquer forma, a Frelimo, definitivamente, terá de fazer um reajustamento para os próximos tempos», frisou José Macuana.

Por sua vez, para o economista moçambicano Carlos Castel-Branco, se o 11.º Congresso da Frelimo for uma extensão do que se tem passado na Assembleia da República, onde o partido tem a maioria dos assentos parlamentares, os moçambicanos não devem esperar grandes resultados.

«O parlamento aprovou a inclusão das dívidas ilícitas nas contas gerais do Estado. O parlamento está a proteger pessoas, em ordem a proteger o partido governante. Se o congresso for uma amostra do que o parlamento já faz, eu não tenho muitas esperanças», observou o também diretor científico do Instituto de Estudos Sociais e Económicos. Fonte: Lusa

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