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Moisés Borges: "A forma como se trata o lixo na Boa Vista é inaceitável para uma ilha turística" 09 Setembro 2014

O director-geral do Ambiente, Moisés Borges, disse ao asemanaonline que a forma como se trata o lixo na Boa Vista é inaceitável para uma ilha que se quer turística. Borges considera que a gestão dos detritos na ilha das Dunas é “caótica” porque “cada um faz aquilo que bem entende com o lixo”. A solução é um aterro sanitário, defende.

Moisés Borges:

"Basicamente não há tratamento do lixo na Boa Vista. Está numa lixeira a céu aberto ao qual infelizmente falta gestão", constata Moisés Borges enquanto caracteriza a actividade de recolha e armazenamento do lixo na ilha de “caótica”. “Cada um faz aquilo que bem entende com o lixo”, criticou.

“A lixeira é vedada mas há quem deposite o lixo inclusive fora dela e fazem a queima descontrolada dos resíduos, sem que haja uma equipa que faça o controlo das actividades dentro dela”. Foi sugerido à Câmara Municipal a constituição de uma equipa para fazer a sua gestão e foi igualmente proposta que seja liderada por uma pessoa com qualificação superior e com um perfil técnico que permita fazer um trabalho “minimamente aceitável”.

Conforme explicou, já neste mês Setembro deverão estar reunidas as condições para a mudança deste panorama: uma equipa de gestão da lixeira, que garanta o seu “efectivo planeamento” e assegurar que não haja resíduos depositados ao redor. No entanto defende que a solução para a Boa Vista passa por um aterro sanitário que irá numa primeira fase garantir a separação do orgânico, do inorgânico e posteriormente aterrado. Quanto ao inorgânico (metais, papel, plástico, vidros) a solução estará, segundo explica, pela reciclagem.

Segundo o director-geral do Ambiente, para a resolução das questões da água e saneamento de uma forma geral na Boa Vista, foi recentemente proposta a constituição de um grupo de trabalho liderado pela Câmara da Boa Vista no qual entra a Sociedade de Desenvolvimento das ilhas de Boa Vista e Maio (SDTIBM); Delegacia de Saúde; Delegação Ministério do Desenvolvimento Rural, Ambiente e Pescas; Direcção do Ambiente (DGA) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS) que irá trabalhar também e directamente com as cadeias hoteleiras (principais produtores de lixo na ilha).

Entretanto o panorama boavistense não é muito distante da situação geral do país, garante Borges. "O mau tratamento do lixo acontece um pouco por todo o país visto que “não temos um sistema adequado de tratamento dos resíduos sólidos a nível nacional”. “Apenas temos um aterro sanitário na Ilha de Santiago (que ainda não está em funcionamento) e um outro no Sal” que segundo advoga poderia ser “melhor gerido”. Reconhece que “aquilo que temos por todo o país são lixeiras descontroladas, o que não é a forma mais adequada de tratar o lixo”.

Sanny Fonseca

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