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Moradores do ‘Casa para Todos’ no Maio revoltados – Empreendimento sem ligação à rede de água 23 Julho 2016

Os moradores do ‘Casa para Todos’ na ilha do Maio continuam sem acesso à água de rede, dois anos depois de a Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH) lhes entregar as casas. Dizem que todos os meses pagam as suas contas para não serem despejados, mas ninguém responde por esta falha. O vereador de Protecção Civil e responsável do Serviço Autónomo de Água e Saneamento do Maio (SAAS) diz que o edifício está sem água devido à falta de condições para tal. José Graça passa a bola para a IFH. Tentámos saber alguma resposta junto da IFH, mas, até ao fecho desta edição, não tivemos qualquer feedback.

Moradores do ‘Casa para Todos’ no Maio revoltados – Empreendimento sem ligação à rede de água

A paciência dos moradores do ‘Casa para Todos’ na Ilha do Maio está prestes a esgotar. Inconformados, estes moradores têm utilizado as redes sociais para expor a sua frustração por continuarem, dois anos depois de receberem as chaves das casas, sem acesso à água da rede domiciliária. Dino Mendes é um dos residentes do empreendimento a dar a cara. Segundo este morador, há dois anos que reside na casa e nunca teve água na rede. Entretanto, todos os meses paga os seus compromissos para não ser despejado. Mas critica que ninguém se responsabiliza por essa situação. “Temos o direito de beber água limpa e não de tanque. É preciso ter mais respeito para com a população. Peço a quem de direito para agir, porque estamos a perder a paciência”.

O vereador José Graça confirma que, de facto, o empreendimento ‘Casa para Todos’ não está ligado à rede de abastecimento de água da ilha, porque “não reúne as condições necessárias para isso”. Instado sobre as razões que estão na origem de do problema, o vereador que tutela o Pelouro da Protecção Civil e acumula também as funções de responsável do Serviço Autónomo de Água do Maio (SAAS), passa a bola para a IFH. Este jornal ao tentar falar com esta instituição imobiliária pública, foi aconselhado a enviar as perguntas por email. Mas, até ao fecho desta edição, não tivemos qualquer resposta da IFH.

Foi em Novembro de 2014 que as famílias que residem no complexo imobiliário receberam das mãos do então primeiro-ministro, José Maria Neves, as chaves das respectivas moradias. No total foram 43 famílias que viram, assim, o sonho de ter casa própria a tornar-se realidade. Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal do Maio, Manuel Ribeiro, mostrou-se satisfeito com o investimento, realçando que iniciativas do género, complementadas com outros projectos de construção assistida, quer na cidade, quer no meio rural, bem como a reabilitação das casas precárias, estavam a ajudar a reduzir o défice de habitação na ilha do Maio.

O programa “Casa para Todos” na ilha do Maio é composto por 90 fogos, sendo 57 de classe A e 33 de classe B - inclui quatros espaços comerciais e um parque infantil. Considerado por muitos, pelo menos em termos arquitectónicos, o mais bonito construído em Cabo Verde, o complexo custou cerca de 260 mil contos.

Constânça de Pina

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