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Morreu o primeiro Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas – MPLA 05 Novembro 2017

O primeiro Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, João de Matos, morreu, este Sábado, 04, em Espanha, aos 62 anos, vítima de doença prolongada, de acordo com fontes do MPLA, partido no poder em Angola.

Morreu o primeiro Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas – MPLA

João Baptista de Matos foi um dos mais conceituados generais das Forças Armadas Angolanas, que ajudou a criar, a 09 de Outubro de 1991, e vivia entre Espanha e Angola há vários anos, sendo públicas as participações que detinha em várias empresas.

A morte de João de Matos chegou a ser noticiada na terça-feira, 31 de Outubro, pela televisão pública angolana, que horas depois, citando familiares, recuava, informando que o general continuava vivo.

Através da informação publicada ontem sobre a morte do general reformado, João de Matos, o bureau político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) destaca-o como um intrépido comandante político-militar, que soube interpretar e aplicar, na prática, os anseios mais nobres do povo angolano, na sua luta revolucionária pela conquista e preservação da Independência nacional, da integridade territorial de Angola e da paz definitiva".

Percurso do malogrado

João Baptista Matos, que nasceu a 30 de Maio de 1955, iIngressou nas fileiras das extintas FAPLA em 1974, e formou-se, de 1983 a 1987, em Ciências Militares, na Academia Militar de Frunze, antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Durante a carreira militar, exerceu várias funções, entre as quais, comandante de companhia, batalhão, sector de forças especiais, director regional de inteligência militar e de comandante geral.
Foi Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, de 1992 a 2001. A sua liderança foi fundamental para ganhar a batalha contra as então Forças Militares da Unita, após o retomar da guerra em 1992, na sequencia das primeiras eleições multipartidárias de 1991.

Para além de ter reorganizado o exército e a mudança de estratégia, enfatizando a sustentabilidade dos ataques, foi fundador e presidente da Fundação Kissama em 2001, organização não lucrativa que tinha por objectivo a reabilitação, conservação e desenvolvimento da fauna e flora de Angola.

O seu primeiro projecto foi lançado em 2010, com o programa Arca de Noé, que teve por objectivo repovoar o Parque Nacional da Quiçama com vida animal trazida da África do Sul.

Ambientalista activo, envolveu-se em programas de protecção de conservação da vida selvagem, como o projecto de protecção da tartaruga gigante, tendo recebido várias condecorações, medalhas e louvores, tanto a nível nacional, quanto internacional, ao longo da sua carreira militar. C/Lusa

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