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Mosteiros precisa de pelo menos 46 mil contos para mitigar efeitos do mau ano agrícola 03 Novembro 2017

A Câmara Municipal dos Mosteiros reuniu-se, esta semana, com dirigentes de associações comunitárias, agricultores e criadores de gado para identificar as necessidades do sector e as acções a implementar e definir as prioridades de intervenção no quadro de um Plano de Emergência para mitigar os impactos negativos do mau ano agrícola. Ao todo, a edilidade mosteirense vai precisar de, pelo menos, 46 mil contos, para materializar este Plano de Emergência com sucesso.

Mosteiros precisa de pelo menos 46 mil contos para mitigar efeitos do mau ano agrícola

De entre as principais preocupações levantadas pelos participantes do encontro de segunda-feira, estão a escassez de água e de pasto o que, para um município essencialmente agrícola como Mosteiros, tem impactos extremamente negativos na vida das famílias e na economia do concelho.

Os participantes fizeram várias propostas que podem contribuir para atenuar os impactos negativos do mau ano agrícola.

O reforço do investimento na agricultura de regadio, a reabilitação dos reservatórios construídos nas zonas altas no quadro do programa do MCA - CV, a formação de agricultores, o acesso a medicamento para animais, o apoio aos pescadores e o apoio às famílias pobres na ligação domiciliária de água foram algumas das principais propostas que a Câmara Municipal já fez constar no Plano de Emergência.

Ao todo, a edilidade mosteirense vai precisar de, pelo menos, 46 mil contos, para materializar este Plano de Emergência com sucesso.

Este montante ascende em mais de 30 mil contos o valor inscrito no Plano de Emergência do poder central, que, para Mosteiros, prevê apenas 15 mil contos.

Em entrevista à rádio nacional, o vereador do Planeamento afirmou, à saída do encontro com dirigentes associativos, que este montante de 46 mil contos é “indicativo” e que destina-se a garantir a minimização dos efeitos do mau ano agrícola”, deixando claro que a Câmara Municipal está ciente de que o valor “não será suficiente para resolver todas as situações”.

A autarquia espera que as verbas sejam desbloqueadas o quanto antes para evitar que a situação das famílias mais vulneráveis e directamente afectadas pelo mau ano agrícola piore.

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