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MpD vai fazer sua “rentrée” política na Cidade da Praia – SG Miguel Monteiro 26 Setembro 2017

O Movimento para a Democracia (MpD-poder) escolheu este ano a Cidade da Praia para a sua “rentrée” política, revelou hoje o secretário geral (SG) deste partido, acrescentando que o foco continuará a ser o crescimento da economia do país.

MpD vai fazer sua “rentrée” política na Cidade da Praia – SG Miguel Monteiro

Entretanto, Miguel Monteiro não adiantou a data para o evento porque, segundo explicou, há uma comissão criada para o efeito e que vai definir os detalhes.

“O MpD vai continuar a pretender que o desenvolvimento do país continue. Estamos numa senda do crescimento económico em que, neste momento, estamos com 5,5% (por cento) do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmou o SG do MpD.

Segundo este dirigente político, a ambição de “mais crescimento” implica continuar a “reformar a administração pública e melhorar o ambiente de negócios e chegar ao fim da legislatura com os tais 45 mil postos de trabalho e mais felicidade para o país.

Em termos políticos, Miguel Monteiro acredita que a questão da regionalização será o “prato forte” durante o novo ano.

“Vamos continuar a encetar contactos com os restantes partidos com assento parlamentar para avançarmos com a discussão e ver se é possível, efectivamente, avançar com este importante projecto (regionalização) para que o poder esteja mais próximo das pessoas, as decisões sejam tomadas de forma mais célere”, declarou o secretário geral do Movimento para a Democracia, adiantando que se espere que “o bem-estar e o desenvolvimento cheguem a todas as ilhas”.

Instado se o seu partido já está a pensar na regionalização como algo que pode acontecer a curto prazo, respondeu, nesses termos: “Conforme foi dito pelo presidente do partido, se fosse por ele ou pelo MpD, a regionalização já estaria feita. O MpD já tem uma proposta concreta e que já foi enviada aos partidos da oposição e está distribuída nas redes sociais”.

Adiantou, porém, que o seu partido está “disponível para melhorar a proposta” já disponibilizada ao grande público.

“Estamos prontos para termos a regionalização logo que os restantes partidos assim o entenderem”, indicou.

A esse propósito, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), com três representantes no Parlamento, tem defendido uma regionalização política, contrário ao que advoga o MpD, que se alinha por uma regionalização administrativa.

Instado se estas divergências não tornarão o diálogo mais difícil, nomeadamente com os democratas-cristãos, Miguel Monteiro disse que o seu partido está “disponível a negociar”, já que se trata de um assuno que deve “envolver toda a sociedade”.

“Sabemos que é um processo que pode ser melhorado e aprimorado”, sublinhou, referindo-se à proposta do MpD quanto à regionalização que, de acordo com as suas palavras, “já dispõe de um documento com o qual se pode começar a trabalhar”.

Lembrou que a regionalização foi uma das bandeiras de campanha do Movimento para a Democracia e, por isso, diz ele, “temos de demonstrar que estamos disponíveis para fazer avançar o processo”.

“O resultado final vai sair não só das negociações com os partidos políticos, mas também da própria sociedade”, apontou Miguel Monteiro, para quem a regionalização constitui uma “forma de pôr os recursos mais perto e os pontos de decisão mais perto de cada lugar”.

O SG do MpD mostra-se ainda convicto de que através da regionalização haverá uma “melhor forma de gerir” o que o país dispõe e “criar mais”.

Na sua perspectiva, algumas pessoas estão a pensar nos custos da regionalização e “não estão a pensar nos benefícios que vai trazer quando tivermos as decisões melhores junto das populações”.

Questionado se o desenvolvimento do país terá que passar necessariamente pela regionalização, afirmou: “Eu não diria que passa obrigatoriamente pela regionalização. O que digo é que um dos caminhos para este desenvolvimento poderá ser a regionalização”.

Por sua vez e também sobre esta matéria o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), na voz do seu secretário geral, Julião Varela, já fez saber que está disponível para discutir a questão da regionalização em qualquer momento em que ela decorrer. Fonte: Lusa

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