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Municípios com responsabilidade de definir localização do pólo universitário em Santo Antão: Uma questão que já divide opiniões 25 Agosto 2017

O Governo já transferiu para os municípios de Santo Antão a responsabilidade de definir a localização do futuro pólo universitário da ilha, uma questão que, todavia, começa já a suscitar opiniões divergentes no seio dos santantonenses.

Municípios com responsabilidade de definir localização do pólo universitário em Santo Antão: Uma questão que já divide opiniões

Conforme constatou a Inforpress, a questão da localização do futuro pólo da Universidade de Cabo Verde (UNICV), à semelhança do que já se verificou com outras infra-estruturas, está a dividir opiniões dos santantonenses que, entretanto, concordam que Santo Antão tem “todas as condições” para receber o Ensino Superior.

A maioria das pessoas, com as quais a Agência Cabo-verdiana de Notícias tem conversado, gostaria, porém, de ver o pólo universitário a funcionar no Paul, município que, além de situar no “centro” da ilha, tem vindo a ser preterido a nível das grandes infra-estruturas.

As instalações do liceu Januário Leite, no Eito, que vão ser, num futuro próximo, desactivadas, com a construção, já em fase bastante avançada, do novo liceu na cidade das Pombas, poderiam, perfeitamente, receber o pólo universitário de Santo Antão, depois de receberem obras de recuperação e de adaptação.

Esta é a opinião de alguns pais e encarregados de educação, que se dizem desejosos que o Ensino Superior chegue a Santo Antão, “o mais depressa possível”.

O município do Porto Novo terá já colocado à disposição da Uni-CV o antigo edifício dos Paços do Concelho (ex-residência oficial), actualmente em estado de abandono, para a albergar a “delegação” da universidade pública em Santo Antão.

As três câmaras municipais de Santo Antão têm a missão de, nos próximos tempos, discutir a questão e encontrar uma solução em termos de localização do futuro pólo universitário, para que o Ensino Superior chegue à ilha, a curto prazo.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante a sua estada, semana passada, em Santo Antão, assegurou que o Governo está a analisar a melhor forma de operacionalização do Ensino Superior nesta ilha, afigurando-se a localização como uma das questões ainda por decidir.

O Governo já pediu aos municípios para colocarem este assunto sobre a mesa, com vista a definir a sede do pólo universitário, que só deverá chegar a Santo Antão a partir do ano lectivo 2018/2019.

“Estamos a analisar esta questão para ver as melhores condições de operacionalização do Ensino Superior em Santo Antão”, avançou à Inforpress o primeiro-ministro, na ocasião.

A instalação do Ensino Superior em Santo Antão é “um dos principais desígnios” desta ilha, conforme a Associação dos Municípios de Santo Anão (AMSA) que, nos últimos anos, tem vindo a defender, insistentemente, a concretização desse desejo.

Segundo os cálculos feitos, as família em Santo Antão investem, por cada estudante a frequentar o Ensino Superior no Mindelo ou na Cidade da Praia, mais de 400 contos anuais, valor “insuportável” para a maioria dos agregados familiares.

Para atenuar os custos, os municípios têm vindo a conceder bolsas aos estudantes mais carenciados e a estabelecer protocolos com as universidades para a redução do valor das propinas. Fonte: Inforpress

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