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Naufrágio de pescador do Tarrafal leva Polícia Marítima a apelar por medidas concretas de segurança ao Governo 14 Dezembro 2015

O caso do pescador do Tarrafal, Santiago, que desapareceu no mar da Boa Vista e que foi resgatado com vida no Brasil, volta a levantar as questões da segurança marítima no país. O chefe de Esquadra da Polícia Marítima da Praia alerta as autoridades do Estado para a necessidade de criar mecanismos não só de apoio aos homens do mar para adquirirem equipamentos de segurança pessoal, como também promover formações constantes destinadas à comunidade piscatória. Faustino Sanches acredita que se forem implementadas estas medidas preventivas, o Governo estará a evitar mais perda de vidas humanas, bem como os elevados custos para o Estado.

Naufrágio de pescador do Tarrafal leva Polícia Marítima a apelar por medidas concretas de segurança ao Governo

O caso recente do pescador do Tarrafal resgatado com vida por um navio brasileiro vem reforçar a necessidade de medidas urgentes da parte das autoridades competentes. Segundo Faustino Sanches, apesar de se congratular com o salvamento do pescador, que se encontra com a família desde a passada segunda-feira, 7 de Dezembro, ele deve ser notificado e sujeito a uma contra-ordenação por desrespeito à lei que delimita a área de pesca para os botes de boca-aberta.

É que segundo defende aquele responsável, estes incidentes não acontecem por falta de aviso e o caso de Juvenal Mendes vem mais uma vez provar que os equipamentos de segurança são importantes. E cita alguns exemplos: “O colete salva-vidas evita a morte da pessoa até à chegada das autoridades. O colete possui um reflector de luz que permite a localização e que alerta para a necessidade de ajuda. Outro material é o foguete pirotécnico que significa um pedido de socorro imediato”, explica o policial para quem se Juvenal possuísse estes meios, as várias embarcações que passaram por ele ter-lhe-iam prestado socorro. Entretanto, o preço destes materiais é elevado, pois um colete, por exemplo, custa à volta dos 4-5 mil escudos.

Contudo, mesmo com os avisos e a fiscalização que é feita pelas autoridades marítimas, Faustino Sanches reconhece que os pescadores continuam a violar à lei e muitos apresentam como argumento que o mar é o único meio de sustento para as suas famílias e que as zonas determinadas por lei para pescarem já não possuem peixes em quantidade suficiente. Por isso, sentem-se obrigados a irem para longe da costa, cientes dos riscos que isso representa.

Mas, independentemente disso, Sanches, adianta que o Estado deve ser “activo e não reactivo” e que “é preciso promover fóruns para capacitar as comunidades piscatórias sobre a segurança marítima e as medidas correctivas que devem ser implementadas para se evitar perda de vidas humanas e, consequentemente, custos elevados ao Estado”.

Neste sentido o chefe da Esquadra da Polícia Marítima da Praia pede ao Governo que tome consciência desta situação, agindo com medidas concretas, como por exemplo, comparticipar a aquisição desses equipamentos de segurança junto das empresas nacionais para que os pescadores os possam comprar a um preço acessível.

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