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Naufrágio do Vicente: excesso de carga e negligência do comandante na origem do naufrágio 01 Maio 2015

Saíram os relatórios das duas inspecções independentes mandadas fazer pela Agência Marítima Portuária (AMP) às causas do maior acidente marítimo registado em toda a história de Cabo Verde - o afundamento do navio de carga e passageiros nos mares da ilha do Fogo e que se saldou em 15 mortos. O inquérito conduzido por peritos portugueses contratados pelo Ministério da Economia Marinha aponta negligência grosseira do comandante do navio, e a declaração errada da quantidade de carga e passageiros que estavam no barco como causas do afundamento do Vicente. Em conferência de imprensa na tarde desta sexta-feira, 30, o Presidente do Conselho de Administração da AMP, António Cruz Lopes, enumera também a falha das autoridades na acção inspectiva ao navio antes da sua partida do Porto da Praia como outra causa do trágico acidente.

Naufrágio do Vicente: excesso de carga e negligência do comandante na origem do  naufrágio

Segundo o Presidente da AMP, uma “leitura cuidadosa” dos documentos identifica as entidades e ou pessoas com responsabilidades efectivas no desenvolvimento dos acontecimentos que culminaram no naufrágio de 8 de Janeiro.

Por isso, António Cruz Lopes avança que a AMP vai encaminhar esses relatórios ao Governo e à Procuradoria Geral da República para que estas entidades possam desencadear um processo de responsabilização civil e criminal no sentido de punir todos os que estiveram directa ou indirectamente envolvidos, por omissão ou descaso, nessa tragédia que abalou o país.

As duas inspecções para apurar as causas do naufrágio do Vicente iniciaram no final de Janeiro deste ano. Foram feitos com base no Código de Investigação de Acidentes Marítimos da Organização Marítima Internacional (OMI) por investigadores internacionais disponibilizados por Portugal, coadjuvados por técnicos nacionais.

Recorda-se que o navio Vicente de 52,7 metros, que pertencia à Companhia Tuninha, afundou-se a 8 de Janeiro deste ano a quatro milhas do porto de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo com 26 pessoas à bordo.

Dessas pessoas 18 eram tripulantes, sendo 15 homens e três mulheres. Cinco eram passageiros, sendo dois homens, duas mulheres e uma criança do sexo masculino de seis anos. Desses 26 somente 11 foram resgatados com vida e quatro morreram, incluindo a criança de seis anos. As outras onze desapareceram-se no mar e, depois de vários dias de busca sem sucesso, foram dadas como mortas pelas autoridades, elevando para 15 o número de mortos deste trágico acidente.

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