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Navios vindos da costa africana proibidos de atracar em Cabo Verde 28 Agosto 2014

Os navios provenientes da costa oeste africana, ou que tenham feito escala nessa zona nos últimos 25 dias antes da chegada a Cabo Verde, estão proibidos de atracar nos portos do arquipélago, a não ser no Porto Grande e no Porto da Praia, mediante autorização expressa.

Navios vindos da costa africana proibidos de atracar em Cabo Verde

O alerta foi dado na sexta-feira, última, pela Agência Marítima e Portuária em duas circulares enviadas às autoridades sanitárias, marítimas e portuárias, polícia, armadores e agências de navegação e visa reforçar as medidas de controlo ao vírus do Ébola anunciadas pelo Governo. A interdição, conforme o documento assinado pelo Cte José Fortes, aplica-se até aos navios em regime de emergência médica.

“Qualquer navio ou embarcação que durante o período de vigência da presente resolução incumprir com a mesma será objecto de contraordenação marítima e assumirá todos os custos de intervenção das diferentes autoridades, bem como de eventuais e específicas intervenções da autoridade sanitária nacional que se mostrarem necessárias”, frisa a nota enviada pela AMP à Enapor, Alfândega e entidades ligadas ao sector marítimo.

Na circular, a Agência reserva o direito de negar o acesso aos portos nacionais a navios que desrespeitarem essa medida.A ordem emanada da AMP surge na sequência de uma resolução aprovada pelo Governo e que interdita a entrada em Cabo Verde a estrangeiros não residentes, que tenham estado nos últimos trinta dias em países afectados pela febre hemorrágica.

Ciente da permeabilidade das fronteiras marítimas da costa oeste africana, e da possibilidade de haver contactos entre a tripulação de navios em alto mar, a AMP considera que o risco de o vírus passar de um lado para o outro é real. Daí que tenha enviado um alerta geral, para colocar todos os agentes e operadores de sentinela.

Recorde-se que um navio de pesca proveniente da Serra Leoa ficou retido 21 dias ao largo do Porto Grande, até que fosse descartada a possibilidade da presença do temível vírus no seio da tripulação. Passado o período de quarentena, a embarcação foi liberada pelas autoridades sanitárias.

KzB

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