POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Nelson Centeio recandidata-se à CPR de Santiago Sul do PAICV: «Este é um tempo de darmos as mãos e seguirmos em frente» 14 Outubro 2017

O engenheiro informático Nelson Centeio confirma a sua recandidatura ao cargo de presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul (CPR-SS) do PAICV, cuja candidatura foi apresentada ontem,13, na Praia. Em entrevista ao Asemanonline, Nelson desmonta as críticas que fez através das suas afirmações públicas depois da sua queda que foram interpretadas como ataque à liderança actual e a outros órgãos nacionais do partido e deixa o seguinte apelo aos militantes: «Este é um tempo de darmos as mãos e seguirmos em frente». O oponente de Carlos Tavares às directas do próximo domingo considera ainda que o adversário do PAICV está lá fora ( MpD). Anuncia que a visão da sua candidatura é para Santiago Sul ser uma região desenvolvida, integradora e inclusiva, geradora da produção colectiva do desenvolvimento e da qualidade de vida das suas populações.

Nelson Centeio recandidata-se à CPR de Santiago Sul do PAICV: «Este é um tempo de darmos as mãos e seguirmos em frente»

Porque decidiu recandidatar-se à presidência da Comissão Política Regional do PAICV em Santiago Sul?

- Naturalmente que uma tal decisão reclama em regra muita ponderação, muito dialogo, pois estamos a falar em liderar um Partido como o PAICV, na maior região política do País. Devo anotar que havia, no passado mês de Fevereiro, vencido estas mesmas eleições e em mim, nada mudou. Mantenho a mesma confiança nos militantes desta região política, continuo com a mesma determinação para trabalhar no limite das minhas capacidades para garantir que o nosso Partido volte a mercer a confiança dos cidadãos desta cidade da Praia e dos concelhos que integram esta região política.

Por causa da queda da sua liderança pouco tempo depois das directas e de do modo como terá levado problemas internos para praça publica, alguns dos críticos internos dizem que a sua candidatura é menos oportuna. O que diz sobre isso?

- Julgo que não será esta a boa altura para evocarmos as razões que ditaram esta interrupção abrupta da comissão política eleita com mais de 66% dos votos dos militantes desta região. Sempre trabalhei para que ao menos nesta região política o PAICV pudesse encontrar estabilidade para fazer e com determinação a luta política que tem de ser feita. Asseguro que da minha parte não alinharei em qualquer estratégia que dificulte a coesão e o crescimento do Partido. Naturalmente que a história encarregar-se- á de mostrar quem esteve do lado certo das causas deste Partido. Respeito todos os militantes do Partido e por eles tenho estima e amizade. Observo apenas e em relação à sua questão sobre o tratamento destas questões publicamente o seguinte: quem esteve minimamente atento se recordará que o meu pronunciamento público sobre esta questão foi na sequência de muitos pronunciamentos e conferências de imprensa realizadas pelo grupo de demissionários e as minhas opiniões visaram apenas acautelar o nosso Partido e daqueles que comigo venceram aquelas eleições de Fevereiro ultimo. Repito que o que interessa agora é olharmos em frente e darmos todos as mãos para a revitalização do PAICV.

Motivação e lista concorrente

Assim sendo, qual é a motivação principal da sua recandidatura ao cargo?

- Repito. A minha principal motivação é servir o PAICV como sempre fiz. Desde que abracei as causas do Partido, por ele tenho me batido. Foi assim quando exerci o mandato de deputado, quando integrei outros órgãos e nesta linha irei continuar. Sinto, tenho o apoio da esmagadora maioria dos militantes do Partido nesta região política, recebi vários incentivos de diferentes quadrantes do Partido e estou portanto encorajado a dar a minha contribuição para ajudar o Partido a vencer os seus desafios.

Com que lista vai concorrer?

- Propus e discuti com todos os camaradas uma lista capaz de, primeiro garantir o trabalho político que tem de ser feito. Uma lista constituída por militantes com grande apego ao partido, que sempre batalharam pelas causas que defendemos. Uma lista que representa o Partido, este colectivo dos militantes e que integre militantes com provas dadas e com reconhecido mérito. Naturalmente, uma lista coesa, inter-geracional e de todas as sensibilidades e com forte presença das mulheres. Julgo que a este nível apresentamos uma lista que garante o necessário reforço que o Partido precisa neste momento, garantindo a um tempo, melhores condições para enfrentar o desgoverno que o MPD mergulhou o País. Uma lista cujo os integrantes possuem uma grande capital social e política que combina a experiência, a força da juventude e o poder da mulher com equilíbrio regional dos 3 Municípios, Praia, São Domingos e Ribeira Grande Santiago.

Está a contar com base de apoio?

- Veja, no essencial está a falar de uma lista e de candidatos que muito recentemente conseguiram um apoio estrondoso dos militantes desta região. Não julgo que haja qualquer motivo para os militantes não renovarem a sua confiança nesta grande equipa. Por isso, estamos cientes que vamos aumentar o nosso score eleitoral e trabalharmos juntos para combatermos o nosso verdadeiro adversário que é o PMD.

Como encara a recandidatura de Carlos Tavares à CPR-SS do PAICV?

- As candidaturas são sempre bem-vindas. Creio que estamos todos empenhados em dar a nossa contribuição, com o nosso programa, a nossa visão sobre os caminhos que o nosso partido deve trilhar. A minha candidatura resulta da vontade dos militantes do Partido nesta região, razão pela qual ela, com toda a autenticidade, está a merecer a confiança dos militantes. Mas como lhe digo, as candidaturas, desde que genuínas e estribadas nas causas do nosso Partido, são sempre benéficas e acrescentam a nossa democracia interna.

Adversário interno e visão para Santiago Sul

Se perder ou ganhar vai trabalhar com os elementos da equipa de Carlos Tavares?

- Naturalmente que esta é uma candidatura que tem merecido um grande conforto dos militantes. E é com estes que queremos que o PAICV vença na região e em Cabo Verde. Esta é a candidatura da unidade e da coesão e que se funda nas causas do Partido, razão pela qual tão logo consigamos a nossa vitória, trabalharemos com todos para que o PAICV se reforce. Este é um tempo de darmos as mãos e seguirmos em frente.

O surgindo de duas candidaturas na CPR não vai extremar os conflitos existentes na estrutura de Santiago Sul do PAICV?

- Espera -se que os militantes do nosso partido tenham uma grande maturidade. Já não temos margens de erro. Devemos todos trabalhar para a estabilidade do Partido. Não podemos estar permanentemente em disputas. O nosso adversário está lá fora e é para aí que devemos doravante colocar o foco e toda a nossa energia.

Como interpreta a afirmação de Carlos Tavares, quando avisa: «Que ninguém conte connosco para ataques e tentativas de fragilização do partido, pois queremos construir».

- Venho fazendo esta afirmação desde que venci as eleições em Fevereiro. Para mim esta necessidade de estarmos unidos não surge porque sou agora candidato novamente. Sempre tive a firme convicção que ataques pessoais nunca venceram um único desafio para o PAICV. Bem pelo contrário, sempre nos fragilizou, razão pela qual fico contente que outros estejam agora a pensar da mesma forma.

O que a sua candidatura propõe como desafio principal para Santiago Sul?

- Garantir a unidade e coesão Partidária e aprofundar as causas do partido e aumentar a auto-estima dos militantes. Um PAICV centrado no essencial que nos une e motivado para os desafios do futuro.

A nossa visão para Santiago Sul é de uma região desenvolvida, integradora e inclusiva, geradora da produção colectiva do desenvolvimento e da qualidade de vida das suas populações.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau