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Nigéria inquieta: Presidente Buhari doente em Londres pressionado para dar lugar ao vice 16 Agosto 2017

"Assuma ou demita-se", pedem grupos que os pró-Buhari acusam de serem instigados pelos governadores Dankwambo e Mimiko, suspeitos de corrupção, que Buhari prometeu erradicar do país. Teme-se ainda que a saída do presidente, ao levar à precoce ascensão do vice-presidente Osinbajo, pode quebrar a alternância de poder, que tem sido prática no país dividido entre norte islâmico e sul muçulmano.

 Nigéria inquieta: Presidente Buhari doente em Londres pressionado para dar lugar ao vice

O vice-presidente Yemi Osinbajo, do sul e muçulmano, é o sucessor natural até às eleições de 2019, em caso de renúncia do presidente Buhari, do norte e islâmico, que passou a maior parte dos últimos meses em tratamento médico em Londres.

O presidente Muhammadu Buhari em 19 de janeiro, antes de completar metade do seu mandato, ausentou-se do país com "licença médica". Desde então, passou a maior parte destes últimos sete meses em Inglaterra. Em meados de abril, um grupo de "13 Notáveis" pediu a divulgação do relatório médico do presidente. Não consta que tenha sido satisfeito o pedido do grupo — que inclui o advogado e activista social Femi Falana, o analista político Jibrin Ibrahim e o director da delegação nigeriana da ONG "Transparency International", Anwal Musa Rafsanjani.

O porta-voz da presidência, Garba Shehu, anunciou que o Chefe de Estado está "a trabalhar em casa" e "a retomar pouco a pouco as suas actividades, com vista à recuperação, após um longo período de tratamento no exterior".

Três anos depois, nada se sabe de 113 das 276 alunas raptadas

O caso mobilizou diversas personalidades e sucederam-se várias iniciativas, a nível mundial, a pedir a libertação das 276 meninas raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram. Mas três anos depois, continuam em paradeiro desconhecido 113 adolescentes desse grupo de alunas do ensino secundário. Também nada se sabe de milhares de raparigas, entre os 10 e 17 anos, que foram nos últimos anos sequestradas pelo grupo islâmico que se opõe à escolarização pró-ocidental.

As forças do governo que combatem o grupo terrorista têm tido algum sucesso em meio urbano. Mas em meio rural persiste, e até tem vindo desde fins de março a aumentar, a ameaça do Boko Haram.

Fontes: Nigerian Times. BBC. Foto: Presidente Muhamadu Buhari e Primeira-Dama Aisha.

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