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Novo Conselho de Administração do IFH assume como prioritária a “conclusão do «Casa para Todos»” 12 Junho 2016

O novo Conselho de Administração da Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), encabeçada por Francisco Neves, assumiu como prioritária a conclusão do programa "Casa para Todos", financiado por Portugal e cujas obras estão parcialmente paradas. O Governo de Ulisses Correia e Silva cumpre assim a promessa de manter este programa, mas com alterações a nível de gestão.

Novo Conselho de Administração do IFH assume como prioritária a “conclusão do «Casa para Todos»”

"Há um conjunto de empreitadas em curso e outras paralisadas. A nossa prioridade será fazer tudo para concluir essas empreitadas em curso e criar um clima de diálogo por forma a encontrar as melhores soluções e a arrancar com as obras paradas", disse Francisco Neves na sua tomada de posse. O novo PCA da IFH reconheceu ainda que o programa "Casa para Todos" será um "desafio" e alertou para o facto de haver "problemas que ultrapassam a esfera" do IFH.

O programa "Casa para Todos", financiado por uma linha de crédito de 200 milhões de euros de Portugal, foi lançado pelo Governo do PAICV, que perdeu as eleições legislativas de 20 de março último. Desde que foi empossado, o novo executivo do MpD, chefiado por Ulisses Correia e Silva, tem vindo a alertar para os problemas que o programa enfrenta e admitiu já a sua intenção de procurar renegociar as condições de financiamento com Portugal.

A ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, que deu posse aos novos gestores, voltou a falar das dificuldades do programa. "83% dos 200 milhões já está consumido. O que ainda temos para receber não cobre os compromissos, incluindo as indemnizações a serem pagas", frisa.

Segundo Eunice Silva, estão a ser reclamados pagamentos pendentes "que remontam a vários meses ou um ano" e que podem atingir os 20 milhões de euros, entre indemnizações e juros de mora. Afirmou ainda que, como não "se tem cumprido os pagamentos, muitas obras estão paradas neste momento".

Por causa disso, a governante admite que é preciso "procurar a injecção de mais recursos" e que uma possível "negociação com Portugal” “está na mesa". Essa possibilidade tinha já sido avançada, pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, e deverá ser um dos assuntos em análise durante a visita que Ulisses Correia e Silva realiza a Portugal em meados deste mês.

O programa ’Casa para Todos", criado para reduzir o défice habitacional no país, prevê a construção de 6.000 casas. Desse total, 2.188 estão concluídas, segundo dados da IFH. As casas estão a ser construídas por consórcios de empresas cabo-verdianas (19) e portuguesas (22), como parte das condições negociadas com Portugal.

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