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Novo Orçamento do Município de S.Vicente: Líder local do PAICV denuncia quebra de compromissos eleitorais pela Câmara e dívida de 552 mil contos 30 Setembro 2017

O Slogan de campanha “juntos somos mais fortes” não passou disso mesmo: campanha eleitoral. O alerta é do presidente da Comissão Política Regional do PAICV, Alcides Graça, que convocou, hoje (29), a imprensa para informar que as promessas da campanha não constam do Orçamento Municipal (OM) para 2018, ao mesmo tempo que denunciou a grave situação financeira por que passa o Município, cujo stock da dívida pública aproxima-se dos 522 mil contos.

Novo Orçamento do Município de S.Vicente: Líder local do PAICV denuncia quebra de compromissos eleitorais pela Câmara e dívida de 552 mil contos

Referindo-se ao Programa de Investimento Público Municipal constante do Orçamento Municipal para 2018, Alcides Graça faz questão de alertar aos munícipes que não é ainda desta vez que o Presidente da Câmara de S.Vicente, Augusto Neves, vai cumprir com as promessas que fez durante as últimas eleições autárquicas.

Graça descreve que ficaram fora do Orçamento Municipal as obras e o arrelvamento do campo de salamansa, a construção da placa desportiva de Ribeira de Vinha, a colocação da pista de atletismo e relva certificada pela FIFA no Estádio Adérito Sena. Acrescenta que não foram também incluídos no OM do próximo ano a iluminação artificial dos campos de Bitim e de Bela Vista, a construção do Miradouro de Monte Gute e a legalização das casas de tambor nos diversos bairros da ilha.

«Água e saneamento que o Edil Augusto Neves prometeu levar a todos os bairros de São Vicente, ele inscreveu apenas dois mil contos no Orçamento Municipal, que são manifestamente insuficientes para as necessidades da ilha», sintetizou Alcides Graça.

Diante do quadro descrito, o líder da Comissão Política Regional do PAICV adverte que « o Slogan de campanha ‘juntos somos mais fortes’ não passou disso mesmo: campanha eleitoral!».

Dívida pública e sustentabilidade do Município

Alcides Graça diz estar preocupado com o stock da dívida pública municipal, que é de cerca 522.000.000$00. « O stock da dívida pública do município já ultrapassou o limite legal de 15% das receitas correntes, que propositadamente são inflacionadas para cumprir este limite legal. Neste momento, o sotck da dívida pública municipal (oficial) corresponde a 9,27% das receitas correntes», sublinhou.

O político sublinha que a dívida pública municipal (só com a banca) representa um encargo para os cofres do município de mais de 70 mil contos anuais, entre juros e capital (perto de 6.000.000$00 por mês). «O município tem uma despesa fixa anual com o pessoal (contratado e quadro) na ordem dos 335.000.000$00, o que representa um encargo mensal fixo no valor de cerca de 27.000.000$00. Se somarmos os encargos com o pessoal (27.000.000$00) aos encargos com a banca ( 6.000.000$00), perfaz um total de cerca de 32.000.000$00 mensal», revela Graças, para quem a única receita certa que cai mensalmente nas contas do Município é a transferência no âmbito do Fundo de Financiamento Municipal, no valor de 249.232.416$00 anual - representa um valor mensal de cerca de 20 mil contos.

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