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Novo assentamento para deslocados de Chã das Caldeiras será uma "cidade-jardim" 18 Janeiro 2016

Os deslocados de Chã das Caldeiras já conhecem o plano urbanístico do novo assentamento. A apresentação do plano foi feita pelo Primeiro-ministro, José Maria Neves, que referiu que a edificação da nova cidade, com todas as valências, exige planificação e tempo

Novo assentamento para deslocados de Chã das Caldeiras será uma

Segundo o chefe do Executivo, na erupção de 1995, construiu-se apenas casas. Agora, vai-se erguer um novo assentamento, onde as pessoas poderão viver com mais dignidade, pelo que este deve ser pensado e planeado.

O novo assentamento vai-se localizar nas proximidades de Achada Furna e ocupar uma área de 60 hectares de terreno. Ali vão ser construídos 167 casas e todos os equipamentos sociais que existiam em Chã das Caldeiras, tais como jardim de infância, placa desportiva, centro comunitário, igrejas católica e adventista, delegação municipal e unidade sanitária de base (USB).

O novo assentamento terá uma estrada com duas faixas de rodagens e duas outras secundárias, uma praça e uma praceta, via pedonal e um conjunto de lotes para outros equipamentos, tais como unidades hoteleiras, terminal rodoviário, estação de tratamento de águas residuais, cisternas familiares e públicos e reservatório. E ainda, dois postos de transformação de energia de 400 KVAs cada, infraestruturas de telecomunicação, de entre outros.

Estas infra-estruturas dão ao Primeiro-ministro autoridade para afirmar que o novo assentamento será “uma cidade do futuro”. JMN disse ainda que, após a sua construção, Achada Furna passará a ser o centro urbano mais importante do município de Santa Catarina do Fogo. Surgeriu, por outro lado, a integração de um parque eólico ou um parque misto e solar para que o novo assentamento seja também “eficiente e sustentável”.

Para dar um toque mais moderno, o chefe do Governo propôs o aproveitamento da cratera que se localiza no fundo do espaço onde será edificado o novo assentamento para se construir um auditório.

Para o arquitecto Carlos Hemelberg que, junto com o engenheiro João Ramos, liderou o consórcio que executou o plano, o assentamento assemelha-se a uma “cidade/jardim”. As casas T1, T2, T3 e T$ são evolutivas para acompanhar o crescimento das famílias. Possuem dois pisos, quintal, espaço para produção de hortícolas, criação de animais, varanda e espaço para lazer.

João Ramos não avançou o montante global para a execução física do plano, mas deixou algumas pistas que poderão indicar os custos. A título de exemplo, indicou que para a construção das 200 casas serão necessários 500 mil contos, para energia elétrica 80 mil contos, água e saneamento 150 mil, estrada estruturante e secundárias por volta de 500 mil contos.

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CtAn7eKgn_Q

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