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Novos negócios de David Chow na Praia: Ministro Olavo Correia anuncia que o BCV vai ser informado sobre a criação do Banco Sino-Atlântico 09 Junho 2017

O caso relativo ao novo investimento a ser realizado pelo empresário David Chow no sector bancário está a suscitar as mais diversas reacções. Uns aplaudem a medida, outros associam esse negócio à polémica medida da dissolução do Novo Banco. O ministro das Finanças reafirmou, hoje (08), o investimento e anunciou que, a seu tempo, o Banco Central vai ser informado sobre o projecto em causa.

Novos negócios de David Chow na Praia: Ministro Olavo Correia anuncia que o BCV vai ser informado sobre a criação do Banco Sino-Atlântico

A proposta da criação desse banco de capital sino-atlântico acontece pouco tempo depois da polémica surgida com a resolução do Banco de Cabo Verde que ditou o encerramento do Novo Banco(NB). Um dossier que, além do despedimento de mais de 60 trabalhadores, já provocou trocas de acusações mútuas entre o partido no poder e na oposição sobre a alegada gestão danosa do extinto NB – está a ser objecto de um Inquérito Parlamentar.

Ou seja, enquanto o estado pressiona a reguladora para dissolver um banco de capital nacional - não fez recapitalização do NB alegando estar na falência por alegada gestão danosa - eis que agora apoia a criação de um novo banco de capital estrangeiro.

Questionado pela imprensa sobre este particular, Olavo Correia informou que o memorando de entendimento para abertura de um banco chinês no país, anunciado na última segunda-feira, é apenas uma intenção e que na devida altura o Banco de Cabo Verde – que é entidade regaladora da área - vai ser informado sobre o projecto.

“O banco ainda não foi criado, há uma intenção de um investidor no sentido de se criar uma instituição financeira de investimento em Cabo Verde. É claro que depois haverá um processo administrativo de apresentação dos projectos nos termos da lei”, explicou, segundo a Inforpress, o ministro à margem da reunião do Conselho Coordenador do MCA-Cabo Verde II.

Conforme o titular da pasta das Finanças, nos termos da lei é o Banco de Cabo Verde (BCV) a instituição que vai apreciar e autorizar ou não a constituição do referido banco proposto pelo empresário de Macau, David Chow. “O BCV na devida altura, como óbvio, será informado quando o projecto for apresentado globalmente. Está tudo a ser bem encaminhado”, esclareceu Olavo Correia.

O governante sublinhou que para Cabo Verde é importante ter mais instituições financeiras, sobretudo bancos de investimentos, de forma a que o país possa obter mais créditos para o sector privado, mais estímulo à economia e às empresas.

“É importante ter mais instituições financeiras para que possamos produzir, inovar, exportar, criar mais empregos e gerar mais rendimentos para todos os cabo-verdianos”, realçou o ministro citado pela agência cabo-verdiana de notícias.

O empresário de Macau, David Chow assinou a 31 de Maio um memorando de entendimento com o Governo de Cabo Verde para abrir um banco no arquipélago, onde também está a construir um empreendimento turístico com casino.

De acordo com as últimas informações, o banco vai ter a denominação de Banco Sino-Atlântico e vai ficar localizado na Cidade da Praia, tendo como objectivos “contribuir para o desenvolvimento do sistema financeiro da República de Cabo Verde, dar apoio às pequenas e médias empresas do País, facilitar os pagamentos locais e internacionais” e “apoiar a política monetária” do Governo cabo-verdiano.

A empresa de David Chow tem agora o prazo de seis meses para, segundo a Inforpress, apresentar junto do Banco de Cabo Verde um projecto e o respectivo pedido para a constituição e abertura do Banco Sino-Atlântico na cidade da Praia. C/Inforpress

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