OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

O PARASITISMO POLÍTICO NACIONAL 25 Outubro 2017

Já basta de permitir aos políticos a continuidade das suas manobras abusivas e destrutoras. O pobre cabo-verdiano não pode continuar a sofrer danos ou lesões pessoais e familiares como tem vindo a acontecer - (ver os problemas sociais criados pelo elevado nível do alcoolismo, da prostituição e do tráfego humano).

Por Carlos Fortes Lopes

A Voz do Povo Sofredor

O PARASITISMO POLÍTICO NACIONAL

Em Cabo Verde, temos um grupo de políticos já bem identificado - como pessoas que vivem, alimentam e enriquecem de forma ilegal - utilizando parte dos míseros recursos financeiros do país. Apesar dos gritos das pobrezas criadas por este grupo, os mesmos continuam a não se importarem com o sofrimento dessa gente sacrificada. Estes políticos que na maioria entraram para as fileiras dos partidos para se enriquecerem à custa dos pobres, estão abusando dos seus poderes para desviar os benefícios que deviam ser alocados para as regiões e suas populações.

A maioria dos políticos nacionais está apenas preocupada em exibir as suas riquezas e, o sistema judicial nacional continua ignorando as corrupções institucionais e fingindo desconhecer a origem dessas riquezas pessoais nascidas do nada. As nossas gentes também continuam ainda com o espírito hospedeiro e passivo que não está a contribuir para a solução imediata dos problemas sociais e institucionais. Já basta de permitir aos políticos a continuidade das suas manobras abusivas e destrutoras. O pobre cabo-verdiano não pode continuar a sofrer danos ou lesões pessoais e familiares como tem vindo a acontecer - (ver os problemas sociais criados pelo elevado nível do alcoolismo, da prostituição e do tráfego humano).Os SERVIDORES PÚBLICOS não podem continuar a enriquecer á custa do sofrimento dos eleitores.

As populações terão que unir e seguir os exemplos internacionais de forçar a total descentralização dos poderes públicos nacionais. Os políticos/representantes do povo, terão que acatar as vontades e os direitos constitucionais deste eleitorado, para o bem estar das populações e da nação cabo-verdiana. Num país arquipélago e tão pequeno como Cabo Verde, é inadmissível continuarmos com esta centralização doentia dos poderes todos concentrados numa única cidade do país. Somos 10 ilhas e as 9 habitadas já deviam ter as suas autonomias para alavancarem as suas economias regionais e locais. A centralização dos poderes continua sendo uma aberração total para as nossas aspirações de país de crescimento e ou rendimento médios. Com este preocupante nível de pobreza existente no seio das fragilizadas e ignoradas populações, nas ilhas, o país nunca será capaz de livrar da dependência quase total das ajudas externas. Muitas são as pessoas que continuam a ter dificuldades em adquirir um pão e ou levar a panela ao lume para sustentarem as suas famílias e, alguém terá que ser responsabilizado por estas incongruências governamentais. Apesar das casmurrices e mentiras fabricadas por um grupo específico de cidadãos, estas ilhas dispersas no meio do Oceano Atlântico continuam exibindo potencialidades culturais, econômicas e ambientais capazes de nos retirar deste marasmo em que nos encontramos. O país é reconhecido internacionalmente através dos seus recursos humanos emigrados e não podemos desperdiçar essas potencialidades com atitudes arrogantes de CHEFES E DONOS dos serviços e instituições públicas nacionais. Temos que trabalhar de forma a pôr cobro às indesejadas influências corruptas dos SERVIDORES PÚBLICOS que estão controlando os sistemas, institucionais e judicial. A incompetência e a casmurrice politico-institucional continuam limitando o nosso poder de desenvolvimento interno e o eleitor terá que unir e dizer um BASTA a essas ilegalidades constitucionais. Com o aumento da corrupção politico-institucional e judicial, as potencialidades das restantes regiões do país, incluindo o norte de Santiago, acabam ignoradas e descartadas, deixando as populações ao Deus dará. Temos ilhas com grandes potencialidades de produção no sector da agro-pecuária, pesca e turismo, que entretanto continuam ignoradas pelos sistemas. A carência dos necessários recursos humanos locais, com experiencias institucionais, tem contribuído muito para os problemas sociais e econômicos das restantes ilhas e periferias da capital do país.

Existe uma total falta de coordenação do funcionamento e produtividade das instituições nacionais. A prevalência do alarmante caso de ausência de uma política concreta e progressiva nos sectores dos transporte marítimos e aéreos continuam emperrando o desenvolvimento das regiões e teremos que ser capazes de contornar essas barreiras institucionais. As ilhas com reconhecidas potencialidades agrícolas e piscatórias apenas precisam de pequenos investimentos que poderão ser adquiridos através de cooperações com países amigos e interessados no bem estar e a estabilidade económica do nosso país. Investimentos directos nos sistemas de dessalinização da água do mar serão a solução para parte desses problemas locais e será uma forma de pormos cobro ás misérias existentes no seio dessas populações situadas nas proximidades das orlas marítimas. A revitalização dos muitos poços e algumas galerias subterrâneas de exploração do líquido precioso serão as soluções para a parte interior e alta das ilhas montanhosas, etc. A questão da construção de Barragens terá que ser revista, equacionada e reavaliada. Com a resolução desses quesitos, estaremos a pôr cobro aos problemas regionais e a catapultar as economias locais, o que corresponderá ao aumento e estabilidade da economia nacional. Quanto á Industria pesqueira, resta-nos ser coerentes e rever os contratos com a União Europeia, Japão, China e outros, elegendo a fiscalização marítima como prioridade a ser concretizada em 5 anos, incluindo as nossas exigências territoriais, nesses contratos até hoje mal concebidos. Só assim poderemos ter uma indústria pesqueira robusta e capaz de empregar milhares dos nossos conterrâneos espalhados por todos os cantos das nossas ilhas atlânticas. O turismo tem potencialidades imensas que continuam ignoradas e na gaveta das expectativas governamentais de se fazer a si mesmo, como tem vindo a acontecer, até agora. Como já escrevemos varias vezes e está estampado no nosso mais recente trabalho literário, o turismo de montanha/trekking, turismo rural e o turismo gastronómico são sectores do turismo que precisam ser acarinhados e desenvolvidos, criando assim algumas boas dezenas de empregos directos, nas ilhas montanhosas do arquipélago. Esses investimentos não são tão difíceis de materializar (cooperações) e os custos não são assim tão elevados como muitos dos políticos tentam convencer o eleitorado menos informado.

Os custos da descentralização dos poderes institucionais é também outra área onde os políticos tentam tirar proveito da falta de informação popular para fazerem o jogo da teoria de desinformação e calúnias ainda existente no seio da nossa sociedade política nacional. A descentralização é um processo que apenas requer a vontade política do Governo. O processo de descentralização dos poderes institucionais apenas carece de um Decreto Lei que poderá ser conseguido com apenas uma reunião dos ministro (Conselho de Ministros).

Com a transferência da autonomia para algumas das instituições nacionais, em todas as ilhas habitadas, Cabo Verde passará a ter outros meios de desenvolvimento local e não estará regredindo no seu crescimento e ou desenvolvimento NACIONAL.

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