OPINIÃO

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O PROFESSOR , O CURRÍCULO, ENSINO-APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO COMO UM PROCESSO 18 Setembro 2017

Acredita-se, que não existe alunos fracos, mas sim alunos em situação de fracassos que pode ser derivados de várias causas. i) A metodologia do professor pode ser medíocre, ii) Grau de assimilação pode ser lenta por causa da desmotivação, “despreparo” e desenternece por falta da consciência do educando, iii) O capital cultural do educando pode entrar em conflito com os objetos de ensino na escola, …

Por: Emanuel Ramos

O PROFESSOR , O CURRÍCULO, ENSINO-APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO COMO UM PROCESSO

(…) “ser professor é ser um guia, é ser um orientador» que «tem de apoiar as crianças em todos os aspetos». Atribui-se-lhe o papel de facilitador das aprendizagens das crianças, o que significa «poder ajudá-las, orientá-las em tudo que elas necessitem». Ser professor não é só «fazer só com que os alunos aprendam os conteúdos de um livro», é muito mais que isso, é «fazer com os alunos sejam competentes para ultrapassar situações, nomeadamente, problemáticas», o que significa formá-los e orientá-los», levá-los «pelo melhor caminho»”. (MESQUITA, 2011: 86-87)

Ser Professor

Ser professor é a arte de saber transmitir o conhecimento e a sapiência de orientar os alunos na assimilação dos conteúdos abordados através de uma metodologia/pedagogia múltipla-alternativa. É a capacidade de inspirar o educando a ir muito mais longe, numa investigação académica autónoma. O professor já não é o sabe tudo e o aluno uma tábua rasa, mas sim uma autoridade intelectual na iluminação e despertar cognitivo.

Para que ocorra um ensino e aprendizagem exequível é fundamental uma relação estreita-séria-responsável de interdependência entre a escola, o aluno e os pais/encarregado de educação. Se a escola e a família não funcionar como mediadores pedagógicos credíveis, o aluno possivelmente sofrerá as consequências nefastas. Mas também é importante um aluno assumir a sua responsabilidade de estudar para obter os excelentes resultados.

Considerando a importância da escola e os desafios existências contemporâneos, precisamos de professores com autoridade intelectual apurada, autoridade moral/ético de influência benéfica e autoridade espiritual. É fundamental cultivar os bons valores.

O professor e o Currículo

A mudança curricular sempre pretende responder positivamente e melhorar o processo de ensino e aprendizagem. O professor como um orientador, motivador, inspirador, exemplo deve estar aberto as mudanças e por conseguinte ser um artista para aplicar os métodos necessários imbuído de uma pedagogia que leva o aluno ao desenvolvimento dos níveis cognitivo, psicomotora e afetivo. O currículo escolar é um instrumento que se não for bem usado estamos a condenar os alunos a situação de fracasso. Atualmente qualquer currículo escolar deve colocar o aluno no centro de todas as atenções. A mudança de currículo implica também preparar os professores devidamente, a fim de, terem capacidades de saberem tornar o processo de ensino e aprendizagem como num ato de interesse por parte dos educandos e de um resultado comprometido com a eficiência e eficácia educativa-escolar, refletindo também da lida holística do aluno.

O professor como agente de inovação curricular deve ser um investigador nato e um facilitador do ensino e aprendizagem em saber desenvolver as competências necessárias nos alunos com a pedagogia da libertação cognitiva, do rigor estimulante, amor pedagógico científico. Acompanhar a mudança é um desafio contemporânea em que as próprias mudanças deve ser analisadas e problematizadas - em que o professor é um agente de inovação, e nunca um entrave ou estimulo negativo que empobrece o saber escolar compartilhado e a assimilação dos conteúdos. Hoje, fala-se numa lógica, de que não devemos dar uma aula, mas sim fazer uma aula, isto é, partindo da ideia que o aluno não é e nunca foi uma tábua rasa – pelo contrario é um ente que já tem uma pré-disposição cognitiva, capital cultural da sua mundividência-cosmo visão para enriquecer uma aula quando se cria condições de abertura pedagógica para a sua participação.

O professor como agente de inovação curricular não dever ter só o domínio cognitivo, mas o afetivo: ser, estar e o psicomotora: saber fazer,. Quando se trata da inovação curricular o professor dever ser humilde no tratado do conhecimento-saber e desposto á adaptar a uma nova realidade, desde quando a nova realidade traz resultados eficientes. O professor como um agente de inovação curricular não deve ficar exclusivamente preso ao currículo, isto é, quando é necessário inovar para um excelente aproveitamento dos formandos o professor dever ser um inovador por excelência. Seguramente o professor deve ser uma autoridade intelectual humilde, autoridade moral-ético exemplar e autoridade espiritual na orientação credível e exequível do educando.

Avaliação é um Processo e Nunca uma Quantificação Subjetiva Unilateral

Avaliação deve ser um procedimento dialético, aberto e progressivo multifocal em que o professor como orientador, facilitador, promotor de oportunidades de aprendizagens deve criar condições favoráveis e um clima estimulante e (não liberal num bom sentido da palavra) para que o aluno possa assimilar com excelência o objetivo em estudo e saber sistematizar o conhecimento a fim de poder transformar o domínio cognitivo para o campo afetivo, psicomotora autentico. Avaliar é primar por um resultado, fruto de um processo pedagógico por excelência. Avaliação como um processo deve levar o educando a autonomia do saber e nunca uma produção linear do que é transmitido, - deve projetar o aluno para a sua independência intelectual e nunca a dependência miserável, - deve tornar o aluno um critico e não um consumidor passivo do saber. Seguramente, avaliar não é atribuir notas, não é reduzir o educando somente ao resultado do teste escrito, não é condenar o orientando por causa de um resultado não satisfatório, não é deixar o educando na situação de fracasso com o argumento de que ele não entende, não é rotular o aluno de “fraco”-“burro” e estigmatizá-lo – mas sim criar condições sempre para o aperfeiçoamento de resultados e empoderamento do aluno, fazer o educando sair da sua zona de conforto, de lamentação ou depreciação.

O método sócioconstrutivista- sociointeracionista seria um dos caminhos possíveis para conhecer o – nível de desenvolvimento real do aluno – nível de desenvolvimento proximal - e possibilitar condições para que o aluno possa alcance uma excelente zona de desenvolvimento proximal. Não existe uma receita única e pronta no processo de ensino e aprendizagem, acredita-se que há método que ainda ninguém descobriu que o professor poder descobrir. Uma sala de aula nunca é uniforme, isto é, cada aluno tem uma forma de apreender e o professor deve ser multidisciplinar e com uma grande sensibilidade pedagógica e educativa para atingir a necessidade real de cada aluno.

Em grande parte o professor é culpado quando um aluno não atinge o resultado mínimo-máximo da avaliação. Hipoteticamente pelo potencial: o aluno e o professor, iniciam o processo de ensino e aprendizagem com uma nota quantificada de 20 valores. O desempenho de ambos determina a permanência ou alteração diminutiva do revoltado.

Acredita-se, que não existe alunos fracos, mas sim alunos em situação de fracassos que pode ser derivados de várias causas. i) A metodologia do professor pode ser medíocre, ii) Grau de assimilação pode ser lenta por causa da desmotivação, “despreparo” e desenternece por falta da consciência do educando, iii) O capital cultural do educando pode entrar em conflito com os objetos de ensino na escola, …

O professor deve ser sempre um artista, um líder, um motivador-estimulador, um amigo pedagógico, um andaime metódico não assistencialista –mas libertadora, um ponto de referência quando o assunto é saber intelectual teórico-prático-ético-moral-espiritual- comportamental, um encontro convergente e nunca um elemento de entrave e de divergência. (16 de Setembro 2017)

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