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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

O barco Ernestina será restaurado para voltar a navegar 06 Agosto 2014

Dois filantropos ofereceram 2.8 milhões dólares para restaurar o navio histórico Ernestina, símbolo da ligação entre Cabo Verde e os Estados Unidos. O objectivo é devolver ao barco as condições de navegabilidade, para que ela possa voltar a fazer visitas a portos, treino de vela e executar programas de educação. O navio não navega desde 2005.

O barco Ernestina será restaurado para voltar a navegar

As doações são provenientes de Gerry Lenfest, proprietário do Philadelphia Inquirer, que ofereceu 1,8 milhões de dólares e Robert J. Hildreth, um filantropo de Boston, que contribuiu com 1 milhão dólares.

"Todos que fizeram um trabalhado árduo para este momento devem estar orgulhosos. Este navio, que foi construído em Massachusetts e retornou para nós em 1982 como um presente do povo de Cabo Verde, vai representar com orgulho a Commonwealth. É maravilhoso o resultado quando todos trabalham juntos para um objectivo comum", lê-se no comunicado no site da associação.

O Ernestina (ex-Effie M. Morrissey) foi construído em 1893 no estaleiro James e Tarr em Essex, Massachussets. Sob o comando do Capitão Bob Bartlett, o navio viajou para Ártico. A escuna foi adquirida pelo cabo-verdiano Henriques Mendes em 1948 e rebaptizada como “Ernestina”, nome da filha do novo dono. Na sua primeira viagem a Cabo Verde, transportou 50 toneladas de alimento, roupas e um passageiro.

Até 1974, “Ernestina” transportou víveres, estudantes e trabalhadores entre as ilhas, levou contratados para S. Tomé e Príncipe, emigrantes e mercadorias de e para América. Voltou para os EUA em 1982, como um presente do povo cabo-verdiano recém-independente, símbolo material das relações entre Cabo Verde e os EUA. Serviu de museu marítimo até 2005 no porto de New Bedford.

C/ernestina.org

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